Olhe em meus olhos

Desde algum tempo, comecei a reparar nas fotos que posto no Instagram. Se elas realmente tem algum significado para mim, ou se são só fotos aleatórias.

Ou mesmo sendo fotos aleatórias, se representam algo do tipo subliminar, entende?

Bom, depois de muita investigação sobre o meu íntimo eu andei ligando alguns pontos e cheguei a algumas conclusões. E eu adoro compartilhar esses momentos de epifania com alguém.

Eu sempre fui mais imagético. Sempre preferi rostos a nomes; filmes a livros. O visual me atrai de forma inspiradora.

Encontrava essa pequena loja de queijos todos os dias no meu caminho Chatou-Paris. As letras em vermelho me chamaram a atençao. O dono da loja é um senhor simpático, de uns 70 anos, que me revelou nunca ter perdido um jogo do Pelé.
Encontrava essa pequena loja de queijos todos os dias no meu caminho Chatou-Paris. As letras em vermelho me chamaram a atençao. O dono da loja é um senhor simpático, de uns 70 anos, que me revelou nunca ter perdido um jogo do Pelé.

Eu até gosto de detalhes, mesmo me considerando nada detalhista. Sou minimalista. Sabe aquela história de que menos é mais. Então… defendo até a morte. Gosto até mais dos detalhes do que a obra toda.

Prefiro olhos a face; quina a mesa; o momento a vida; os minutos a hora.

Há imagens que eu nunca vi fisicamente, mas que não saem do meu inconsciente. Sonho constantemente com uma mesa branca ostentando um jarro de vidro e uma rosa bordô. Isso vai ter que estar no meu casamento ou no meu pedido de noivado. Juro que se eu não noivar ou casar até os 30, ela estará no meu aniversário de 30 anos.

Dobrei a esquina próximo a Recoleta em Buenos Aires, olhei para cima e vi escrito “El Ateneo”. Abri a página do Guia onde já tinha visto algo semelhante na parte de livrarias e confirmei: estava na frente da loja de livros mais linda do mundo.
Dobrei a esquina próximo a Recoleta em Buenos Aires, olhei para cima e vi escrito “El Ateneo”. Abri a página do Guia onde já tinha visto algo semelhante na parte de livrarias e confirmei: estava na frente da loja de livros mais linda do mundo.

E isso é tão romântico. Talvez seja mesmo um romântico enrustido. Porque aqui dentro tem um coração que quer aprender a amar.

Eu não sou um fotógrafo nem tenho um olhar refinado, como dizem que é preciso ter. As fotos que eu compartilho são instantâneas. Eu só olho, tiro e compartilho. Simples assim.

Me refletem.

Elas dizem quem eu sou. Elas me dão cor e imagem. Elas formam a minha imagem.

Era como se eu estivesse em outro mundo. Olhei para cima e "realmente eu não estava neste planeta".
Era como se eu estivesse em outro mundo. Olhei para cima e “realmente eu não estava neste planeta”.

As fotos que posto todos os dias contam a história da minha vida. Se eu pudesse montar uma timeline para contar a minha vida, usaria certamente as fotos postadas no Instagram.

São imagens que dizem quem eu sou e porque estou aqui. As legendas também fazem parte deste processo. Cada foto tem uma legenda que quer dizer muito sobre o meu estado emocional. Uma letra de música que faz sentido, ou algo que revela o exalta o meu espírito e marca o meu tempo.

Era uma tarde ensolarada de inverno. O frio estava no vento, mas o amor dele me aquecia
Tarde ensolarada de inverno. O frio habitava o vento, mas o amor dele me aquecia

Todos as imagens usadas neste texto são de autoria do autor e publicadas no Instagram: http://instagram.com/garonpiceli

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