Janta Foda

– Querido o jantar está pronto – gritou a mulher

“Puta merda” pensou Carlos Alberto “grande, grandíssima  merda”. Sentou-se à mesa. Olhou ao redor e odiou cada detalhe minimamente pensado pela esposa, mas principalmente odiou aquela mesa de madeira nobre de que ela tanto se orgulhava. “Filha da puta que não para de gastar meu dinheiro”.

– O que tem para jantar? – perguntou aborrecido enquanto encarava a porcelana antiga.

– Arroz, carne de panela, purê… JR já falei que não quero brinquedo na mesa, leva já para o quarto!

– Mas é o homem aranha mamãe.

– Podia ser o Papa. Leva agora essa porcaria para o quarto.

Carlos viu o menino fungar e conseguiu ouvi-lo no corredor batendo o boneco na parede, cantarolando “homem Aranha, homem Aranha, porco aranha”. Odiou aquele bostinha também. “Maldito bostinha de merda” pensou.

– De batata e salada – continuou a mulher, como se ela mesmo não tivesse se interrompido. Olhou o marido – O que vai querer?

“O que vou querer? O que vou querer…” pensou Carlos Alberto – Só carne e purê – olhou o purê. Sorriu. Desejou esfrega-lo na cara dela pra depois passar seu pau de um lado para o outro em seu rosto, como se estivesse rebocando uma parede, como se tivesse enfiando o peru na gelatina.

– Você tem que comer salada. Lembra o que o médico disse?

Carlos Alberto não lembrava o que aquele filho da puta tinha dito, mas lembrava muito bem o que queria ter ouvido “Carlos, você está bem, nunca vi um homem de 45 anos com tamanha disposição. Quer um conselho, durma com a sua secretária. Falei com ela pelo telefone. Tem voz de vadia, daquelas que engolem. Foda ela na mesa de reunião, sem desabotoar a blusa. FODA ela de quatro. É isso que você tem de fazer Carlos Alberto, descer a calcinha dela, porque com certeza ela vai de saia todos os dias e arregaçar aquele rabo”, mas não, aquele cuzão tinha dito algo sobre impotência e remédios e agora ele tinha que comer salada. EU GOSTO DE CARNE, gritou mentalmente – Ok, coloca um pouco de salada.

– JÚNIOOOOOR o que está fazendo? A janta tá na mesa.

– Já vou mãããe.

– Ele tá impossível hoje Carlos, você deveria brincar mais com ele.

“Deveria? Deveria brincar era com essa sua boca, foder ela inteirinha, enfiar meu pau até você fazer  carinha de nojo e depois tirar bem na hora de gozar e esguichar tudo nesse cabelo que você passa horas no salão para arrumar e nunca deixa ninguém encostar. Deveria gozar nele inteiro e depois ficar maçarocando ele enquanto você chupa mais uma vez meu pau sua vadia” – Claro, claro, brincar. Sim, vou brincar com ele – “E com esses peitos, esses peitos que aquele bosta que fica me chamando de gordo tanto usou, aquele pedacinho de merda que tirou dois anos de meu brinquedo favorito e que me obrigou a gastar R$8mil para voltar a ser meu parque de diversões. E agora que você tem esses peitos siliconados o que você faz? Prende na porra de um sutiã o dia inteiro e não deixa eu meter meu pau no meio deles. Puta.”

– Como foi o dia no escritório querido?

“Como foi meu dia? Sério mesmo? Eu saí de casa com o saco roxo, querendo ter metido em você de manhã e agora você quer saber como foi a porra do meu dia?” – O mesmo de sempre, reunião, projetos, reunião e  – Carlos lambeu os lábios lembrando da secretária, que vinha com saias cada vez mais apertadas e esbarrava nele a cada oportunidade – Acho que foi isso querida – “Mas eu queria que tivesse sido mais, queria que a gostosa que fica atendendo as ligações e “encaixando” meus horários, viesse até a minha sala e encaixasse aquela buceta na minha pica e cavalgasse e subisse e descesse e…”

– Pai eu ganhei no futebol.

Carlos fechou os olhos e guardou a imaginação com a secretária para mais tarde – Quantos gols meu garotão fez? – Fingiu entusiasmo.

– Não sou seu garotão – o menino respondeu emburrado – sou da mamãe.

“Você podia ser do vizinho seu merda. Quero que você se foda” – Assim o papai fica triste – Carlos fingiu se aborrecer.

– JR não fala assim com seu pai – repreendeu a mulher envaidecida.

O menino correu para o quarto. Carlos olhou o prato, sentiu náuseas, tentou esticar a perna, seu membro estava ereto, sabia que teria que esperar para levantar e sair da mesa, mas a verdade, a beeem da verdade Carlos pensou “queria te foder aqui mesmo mulher. Puxar pro chão a toalha da merda dessa mesa e te botar de costas nela e enterrar meu pau tão fundo em você que seria preciso a ajuda de um bombeiro para tirar e se conseguissem eu enfiaria duas vezes mais fundo e martelaria ele como nunca você foi martelada, isso que faltou na merda desse casamento, uma boa fincada nessa sua buceta rosada, umas fincadas sem cessão, segurando sua boca para não ouvir essa voz de merda reclamando da cortina, do tapete, do meu pinto ou do gosto da minha porra. Deveria ter feito você engolir a minha porra inteirinha ao invés de deixar ela procriar e gerar aquele bosta”.

Olhou a mulher que comia devagar e o mirava fixamente. Esticou a perna direita, acariciou seu pinto sob a calça, levantou e foi até o escritório que mantinha em casa. Aquele mesmo lugar onde guardava cremes, pares de meia, um notebook e um pouco da sua masculinidade. Trancou a porta.

Enquanto isso, à mesa, a mulher remexia o purê em seu prato, resmungando sozinha.

– Não entendo o porquê – respirou fundo – é pedir muito que seu próprio marido dê uma “fodidinha” na sala de jantar enquanto o filho está no quarto?

Deu de ombros. Recolheu as panelas e foi lavar louça enquanto pensava em seu personal trainer.

NOTA: Este CONTO, sob a visão de um “macho alfa”  ou versão broto de Bruna Paz,  foi baseado em um vídeo nada comum, que causa espanto naqueles que acham que mulheres não podem falar que gostam de “foder” ou “porra”.

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