A crise dos 25

Começo meu primeiro texto no Ninho fazendo uma confissão e abrindo meu coração (olha que não sou de sair por aí fazendo isso, heim!). Estou prestes a completar 25 anos. E isso às vezes me tira o sono.

Entretanto, minha preocupação está longe de ser as rugas que minha cara vai denunciar daqui algum tempo, ou meu metabolismo que vai desacelerar. Não estou assim tão preocupada com a gravidade que fará meus peitos e minha bunda caírem, os possíveis quilos que ganharei. Quer dizer, até me preocupo com isso um pouquinho… mas nada que a tecnologia disponível e a medicina estética não deem conta. Então, com um pouco de dinheiro, esforço e dedicação, são problemas  “resolvíveis”.

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O que hoje tem me tirado o sono, é “O que estou fazendo da minha vida?”. Jovens, não sei se isso é um problema que atormenta vocês. Mas ele me persegue, e muitas vezes me faz questionar se eu estou fazendo a coisa certa.

E afinal de contas, o que é a coisa certa? Bom, não sei, estou tentando descobrir. E talvez seja isso que me incomoda tanto… Tenho quase 25 anos, sou formada, trabalho no que gosto, além de participar de grupos e projetos que me ajudam a crescer pessoal e profissionalmente. Tenho muitos amigos, uma vida agitadinha até, sempre com algum compromisso na agenda. Mas parece que tenho sede de mais. De ver mais coisas. De repente arriscar um intercâmbio. Viver uma aventura doida. Sair da minha zona de conforto. Não sei ao certo.

Sei também que isso é parte um pouco dessa minha (nossa) geração ansiosa, doida pra crescer rápido, ganhar dinheiro logo, e fazer coisas maneiras. Mesmo assim, ainda me preocupo em dar cada passo em direção de algo que vá fazer a diferença, entende?

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Hoje, eu não almejo ser uma grande executiva numa multinacional ou ser uma megaempresária. Não sonho com um jatinho, um iate ou uma lamborghini na garagem. Nem roupas de marca, jóias ou bolsas caríssimas. Não são essas ambições que me atormentam…

Me preocupa por exemplo, se o meu trabalho hoje, vai poder mudar a vida de alguém. Mudar o mundo de alguém. Mudar o meu mundo. Me preocupa se o caminho que estou trilhando está sendo aproveitado da melhor forma possível. Às vezes, tenho tanta coisa para fazer, planejar e realizar, que penso se não estou vivendo as coisas de forma muito superficial, sem dedicar a intensidade que a experiência merece para poder me agregar. Algumas vezes ainda, penso se não estou sonhando demais, e fazendo de menos. Se não falta um pouquinho mais de suor e de levantamento de bunda da cadeira. De correr atrás, de passar um perrengue desses feios mesmo, mas que te fazem crescer espetacularmente. Me tira o sono talvez pensar que tenho quase 25 anos, e que parece que há tão pouco tempo ainda! Imagine, mal vi esses 25 passarem, os próximos então, não demorarão a chegar. E eu quero aproveitar da melhor forma esses próximos 25, talvez 50, mas será que estou fazendo isso? Não sei.

O que eu sei, que você pode estar lendo esse texto e pensando que sou uma doidona, e que eu deveria estar curtindo a vida ao invés de me preocupar tanto com isso… Ou que você pode ler isso, e fazer a mesma reflexão sobre a sua vida. Se você estiver me achando uma louca, tudo bem, eu respeito isso. Mas se isso de alguma forma te fizer pensar sobre o que você está fazendo, já fico feliz pela oportunidade de reflexão.

Bem, a real é que não estou infeliz com a minha vida, nem insatisfeita com aquilo que faço. Muito pelo contrário, muitas vezes fico impressionada com o tanto de gente maravilhosa e inspiradora que passa pela minha vida e que está ao meu lado pra trabalhar em tantas coisas legais. E acho que é justamente por isso que tenho tanta vontade de fazer melhor, a cada dia.

Mas tudo bem… acho que não deve ser a pior das preocupações. Penso até que essa “crise” seja apenas uma oportunidade de melhoria contínua…  vontade de ser alguém que faz a diferença no seu mundo, ajudar, melhorar sempre. Acho que é positiva enquanto que me ajuda a evoluir… Afinal de contas, que graça teria já ter a reposta de tudo? Vamos lá, curtir a crise então… que tenho ainda muito pela frente.

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8 comentários em “A crise dos 25

  1. Tenho quase 22, estou fazendo um intercâmbio de um ano e também penso nisso todos os dias. No meu caso o pensamento é se estou aproveitando ou não cada dia do meu intercâmbio. Percebo aqui que esta “sede” sempre nos acompanha, independente de onde estamos. Não considero uma coisa ruim. Sempre nos faz repensar e refletir sobre onde estamos e o que estamos fazendo.
    Abraços
    – Fernando

    1. Oi Fernando! Você está tendo uma oportunidade maravilhosa mesmo! De se conhecer melhor, conhecer como você se relaciona, quem você é, o que te faz feliz! Maravilha você estar preocupado em aproveitar da melhor forma possível! E espero que esteja conseguindo! Também acho que nao é ruim! Ruim só é quando vemos que estamos travados, e essa “sede” deixa de ser um impulsor! Mas enquanto estivermos evoluindo, estamos bem! Abraço!

  2. Penso nisso todos os dias e todos os dias penso o que quero da minha vida, e quero tantas coisas, boas, grandiosas, e nem sei por onde começar *.* Quero viver minha vida do jeito q merece ser vivida, mas a faculdade ainda é um impecilho (sim, tah dificil me formar u.u). Não vejo a hora de me formar e voar.

    1. Mas penso que é uma dúvida boa, não é mesmo, Vivien? Nos deixa em crise mesmo, por um tempo… e depois que essa passa, vem outras! Acho que o importante é nunca deixar de tentar ser uma pessoa melhor! Obrigada pelo comentário! :*

  3. 25??? Ta novinha ainda… rsrsrs
    Também penso nisso em meados aos meus 30, e penso que um intercâmbio seria bem interessante, simplesmente por conhecer uma nova cultura e uma realidade diferente. Esses dias ouvi uma história de uma senhora que com seus 60 e poucos (acho), já com os filhos todos criados e encaminhados, decidiu ser voluntária da Cruz Vermelha e com isso passou a conhecer vários lugares, inclusive da África. Talvez eu faça isso quando tiver meus 60!
    Mas um coisa é certa, como já dizia o poeta (que não faço a mínima de quem é): “O mundo é grande demais para nascer e morrer no mesmo lugar”.

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