Goodbye

Sou péssimo em dizer adeus, acredito que isso sempre foi um grande problema. Sei que todos tem sua forma de lidar com esse momento de finitude. Seja da vida, de um ente querido, seja do namoro que fez mudanças drásticas na sua vida, ou qualquer tipo de “tchau”, “adeus” ou mesmo um “até logo” que, mesmo sendo “logo”, pode durar uma eternidade pra passar.

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Sou daqueles que prefere não dizer nada, sair sem olhar pra trás, e, se possível correr pro lado oposto, como se fosse possível fugir desse sentimento ruim. Às vezes, acho que as pessoas imprimem uma imagem errada da minha reação, mas não consigo evitar. Tudo o que eu queria era não ter que dizer adeus, mesmo sabendo que isso faz parte da vida de todo mundo. E o fato de eu preferir sair sem dizer um adeus, não significa que não me importo, e sim por me importar tanto, a ponto de saber que se eu tiver esse momento de despedida, ela vai trazer a saudade de forma instantânea, vem de brinde com o pacote. Um combo nada agradável.

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Se uma despedida passageira já é complicada de assimilar, imagine quando essa despedida é permanente, e que, mesmo que eu quisesse, não tenho mais a chance de dizer meu adeus. O velório é feito com o objetivo de que todas as pessoas que conviviam com aquela pessoa, possam enfrentar esse momento de perda, relembrar os momentos mais felizes com ela, e tentar, por mais difícil que seja, aceitar que a vida acaba, e que essa pessoa nunca mais estará neste mundo. O grande problema é: eu não consigo encarar isso da mesma forma que todo mundo. Esse ritual não serve pra mim, não importa o quanto eu ame aquela pessoa, eu não consigo chorar a sua perda naquele momento, com aquele monte de gente ao redor do corpo, muitos os quais eu não faço nem ideia de que existiam, outros nem existiam mesmo e só estavam lá pelo café de graça, wifi sem senha, e pela necessidade bizarra de participar desses momentos de sofrimento alheio (digo isso baseado em fatos reais e vivenciados por ~euzinho~).

Deus tá vendo essa zuera aí meninas...
Deus tá vendo essa zuera aí meninas…

Mas saindo desse assunto fúnebre, dizer adeus nunca foi uma coisa da minha natureza, e isso se deve ao fato de que eu não consigo lidar com o fim, não no momento em que ele acontece. Existe uma barreira dentro de mim, que faz com que eu passe por essa situação sem me abalar como as outras pessoas. Mas essa barreira, aos poucos, se quebra, tijolo por tijolo, e quando eu me dou conta, o momento passou, eu passei por ele, e tudo o que aquilo poderia me causar, não teve efeito.

Sinceramente, eu ainda não decidi se isso me faz bem, ou se apenas retarda o processo de perda, o sentimento de “deixar ir”. Talvez isso tenha seus prós e contras, e se eu criei esse mecanismo pra poder lidar com o sentimento, algum propósito deve ter (ou não, né). O que eu preciso deixar bem claro, para todas as pessoas que eu admiro e amo na minha vida, é que, se algum dia, pareci indiferente quando estava partindo, ou não fui à sua procura pra dizer adeus, não significa que não te amo, muito pelo contrário. Te amo tanto, que não pude encarar o fato de que sua partida iria levar um pedaço de mim junto, e o que eu realmente gostaria, é de nunca, jamais, precisar te dizer… Adeus.

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