Feminismo, machismo e o efeito dominó

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Gosto de dizer que tenho um ladinho meio feminista, mas não extremista… Você provavelmente está se perguntando: O que isso quer dizer? Bem simples, acredito que a mulher deve ser valorizada, respeitada, que ela deve mostrar sua inteligência, ser crítica, não aceitar um salário menor por ser mulher e muito menos qualquer outro tipo de preconceito ou desvalorização que aconteça só pelo fato de ser mulher.

Isso também quer dizer que não acho machismo em tudo o que acontece a minha volta. Como uma amiga disse: “Deixar ser cuidada pelo namorado/marido/ficante não é ser escrava da sociedade machista é compreender que cuidado é amor. Um exemplo disso é o cara pagar a conta ou então abrir a porta do carro, ao meu ver isso não é machismo, é querer ser gentil com a mulher que ama. Mas nem por isso ele deve pagar a conta sempre, a gente divide algumas vezes, outras eu posso pagar.”

Nem acho que é machismo de um jornalista quando na descrição da realidade ele coloca que a mulher além de profissional em tal área ela também é mãe e cuida da família, por mais que a realidade dessa mulher seja tão distante da minha (uma diarista ou uma grande empresária). Afinal, como falei antes, cuidado é amor e por isso cuidar da família e ser descrita como mãe não é machismo.

A questão aqui não é precisamente o machismo na sociedade ou então o feminismo. É saber agir de uma forma que com um ato você possa ajudar a mudar o rumo dessa história repetente da sociedade ditada pelos machos. Para tentar explicar isso vou utilizar um caso verídico, que estou vivendo no momento. Quero registrar a minha filha com o meu sobrenome no final. Mas o dito cujo, daquele que resolveu ser pai agora, depois que a criança nasceu, não concorda. Até o momento ele não mostrou nenhum argumento para não aceitar. Porém meus argumentos ao meu ponto de vista possuem uma lógica.

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Quem esteve presente desde do dia em que ela foi concebida até hoje e provavelmente irá estar presente na maior parte da vida dela? Quem acompanhou cada fase da gravidez, os chutes, as dores na costela e nas costas? Qual a casa da família onde ela será criada, cuidada, mimada e educada? Quem será provavelmente a pessoa que ela verá primeiro ao acordar e a última antes de dormir por uma boa parte da vida dela? Quem será que vai ter a tal conversa sobre sexo quando ela ficar “mocinha”? Quem é a pessoa que vai ensinar as primeiras palavras e os primeiros passos? Quem neste momento acorda várias vezes durante a madrugada para alimentá-la e acalmá-la? Quem será que irá provavelmente em todas as reuniões escolares, nos recitais, nas apresentações? E quando ela terminar com o (a) primeiro (a) namorado (a) quem vai estar de braços abertos para ouvir as reclamações ou dar o ombro para ela chorar? Quem garante que essa história de estar presente, visitando, ficando algum tempo com ela não é uma fase que pode passar? Quem garante que esse tal pai não vai virar as costas assim que tiver outros filhos?

Afinal na sociedade em que vivemos é muito comum ver homens que não se importam com os filhos, que os deixam de lado por ter outra família, ou que nem precisam de outra família, basta não estar com a mãe dos filhos que ele esquece da existência dos pequenos. Agora quantas mães fazem a mesma coisa? É bem diferente não é mesmo? É tão gritante essa diferença que eu acho uma besteira essa coisa da criança ter que carregar o sobrenome do pai só por ele ser o pai. São estes fatores que me fazem acreditar que minha filha deve carregar o meu sobrenome no final do nome. E esta é a minha maneira de fazer a diferença na sociedade machista em que vivemos.

Ao ponto de vista meio torto dessa aqui que vos escreve as mudanças podem ser feitas através de um pequeno gesto, afinal a vida, a lei e a sociedade são criadas através do efeito dominó. Um passo é o início para se modificar o que é necessário mudar. Ou será que devemos abaixar a cabeça eternamente e aceitar o que os machos em questão querem??? Será que estou ficando louca em querer dar o primeiro passo?

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Para finalizar essa linha de pensamento e “colocar a cereja em cima do bolo” esta decisão que insisto em bater o pé é o começo também para a forma que eu quero educar a minha pequena. Mostrando a ela que apesar dos outros falarem que ela não pode, ou quando o gênero se mostrar algo a mais do que o fato de ela ser um ser humano ela tenha argumentos e força suficiente para provar o contrário.

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