Espirito (assombroso) de Natal

Por: Erick Gonçalves Castro

Dezembro chegou! E com ele, todo o glamour cores e brilhos que remetem ao Natal. Ruas lotadas, lojas enfeitadas e shopping cheio de gente. Cidade cheia de turistas, pessoas chegando e saindo da cidade. Casas enfeitadas, cheias de familiares e amigos que vieram de longe pra passar o Natal com quem ama. Empresas entrando em clima de festa, mesas enfeitadas com temas natalinos, brindes de final de ano. Árvores de natal cheias de presentes.

É muito comum ouvir que o espírito natalino está a flor da pele. Eu me pergunto: que espirito é esse?

Não consigo crer que sou o único a pensar assim. Me questiono porque o que tenho visto é o inverso do que pregam sobre o tal espirito natalino. Explico-lhes, claro, com minhas opiniões. Ruas lotadas de pessoas mal intencionadas e amargas. Completamente rudes e estupidas, as quais comportam-se com disparates, tais quais, buzinar para cadeirantes (os mesmos do texto publicado pelo meu amigo Rogerio Lopes) que se arriscam entre os carros, cada vez mais apressados, e transitam pelo asfalto por não possuírem calçadas decentes, muito menos rampas adaptadas. E sabe o que mais indigna? É saber que o impaciente fidalgo fez isto por não ter conseguido passar no semáforo aberto. Não vou nem citar os palavrões proferidos pelo sujeito quando o cadeirante passou ao seu lado.

Lojas enfeitadas e shopping cheio de gente estúpida, que não sabe o que significa fila, não dá preferência, estacionam feito chimpanzés e não tem a mínima noção do que significa aquela placa do elevador  que diz “CAPACIDADE MÁXIMA”! Atendentes com sorrisos amarelos, mal treinados e que não dão a mínima pra você, muito menos para o estabelecimento que o empregou.

Cidade cheia de turistas, sim. Mas, infelizmente, uma boa parte de mal educados e arrogantes que tratam mal os atendentes, recepcionistas, garçons e todos que estão aqui para atendê-los. Todos cidadãos iguaçuenses que cresceram aprendendo lições sobre como tratar bem o turista. Talvez seja por isso. Quiçá tivessem lições de como tratar bem o anfitrião. Ou, simplesmente, não aprenderam boas maneiras.

Casas enfeitadas, cheias de familiares brigando por motivos banais. Pedidos de perdão que não são liberados de coração. Amigos que chegam e nem se quer te ligam, ao menos pra dizer que chegaram. Parentes que só te procuram para pedir favores, alguns bem absurdos do tipo “me leve ao Paraguai” ou, até mesmo o “você pode me trazer uns produtos de lá?”. Rusgas tão antigas que ninguém nem se lembra o motivo, mas faz questão de guarda-las e alimenta-las. Empresas em clima de festa, porém, que não oferecem sequer um copo d’água. Pessoas que entram e saem da sala sem cumprimentar, ou, dão um bom dia tão amargo que era melhor nem ter cumprimentado. Uma mesa tem mais espirito natalino do que quem a usa.

Árvores de natal…(opa, mas que árvore de natal? Vai ter ou não?). E as que estão em casa, estão cheias de presentes ou dívidas? Em muitos casos o presente substitui o carinho, a fraternidade, o afeto e os votos sinceros. Mas, afinal, quem não gosta de ganhar presentes? Eu gosto. Gosto de presentear mais de que recebe-los. Meus presentes podem ser simples, singelos, mas são de coração. Quando dou um presente, o pacote vai recheado com votos de felicidades, amor, paz, compaixão e alegria. O presente só é pra saciar a esperança de quem o pediu.

É claro que existem aqueles que fazem com que o natal valha a pena. Aqueles que realmente “vestem a camisa” do Papai Noel e propagam a alegria, o altruísmo e o espirito do natal. De gesto em gesto, demonstram que o natal vai além de uma data e do consumismo e fazem olhos brilharem e sorrisos estamparem-se em rostos, sem se importarem com quais são. Estes atos incentivam muita gente a levar este espírito consigo pro resto do ano.

Então, se me permitem, deixo aqui minhas dicas. Propaguem o sorriso, compartilhem abraços, multipliquem alegria e acendam o brilho dos olhos de muitas pessoas. Faça a diferença, mesmo que seja apenas nesta época do ano. Quem sabe isso vira um hábito. Peçam menos e doem mais. Antes de pedir mais livros para decorar sua estante, doe os que você já leu. Assim como suas roupas, seus sapatos, brinquedos novos e usados. Pratiquem o desapego. Sua atitude te evolui e alegra a muita gente. Comece hoje mesmo. Comece por você.

Desejo a todos um feliz natal, com brilho nos olhos e um sorriso gigante.

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Erick Gonçalves Castro, quase trinta, empresário, biólogo, publicitário, fotógrafo, baixista da banda Gonzales, vocalista da banda Les Chiens. Amante de música, games e animais. Quer me conhecer mais? Me siga no twitter ou me pague uma cerveja. 

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