TÁ NA MODA: Culpar a Mídia

#ProntoFalei

Vira e mexe vem a tona os “midiáticos politicamente corretos”.

Essa massa é composta por (pseudo)cults que acham que a culpa das notícias estarem no nível absurdo que está é culpa quase que exclusivamente do grau de difusão das medias sociais e programas de massa!

Falei difícil, né!?

Basicamente, vira e mexe aparece uma leva de gente que acha que o mundo, especialmente o Brasil, está do jeito que está porque tudo é culpa do que tem na internet e na televisão aberta.

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Que jogue a primeira pedra quem de nós nunca ficou assistindo televisão até tarde quando era criança, sem se preocupar exatamente se o programa era ou não adequado para idade.

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Sou de uma geração que cresceu diante de uma babá “eletrônica” – e não estou falando dessas coisas tecnológicas que se parecem com walk-talkies que se coloca no quarto do bebê. Me refiro a bela e má afamada televisão porque a internet naquela época, só depois da meia noite pra aproveitar um pulso só.

Basicamente cresci assistindo loiras magrelas tipo modelo peituda rebolarem na televisão com suas miniblusas, batons vermelho e minimicroshorts que cobriram malemal a curva da pomps; vi, ouvi e admito que cantei e dancei música politicamente muito incorretas na companhia imaginária de outras loiras de novo as loiras…! Confere isso produção? , participei do joguinho mais popular das festinhas americanas, o tal “pêra, uva, maça e salada mista” e  de algumas tentativas frustradas de fazer o copo “mover-se”; aprendi um vocabulário inteiramente novo que incluiu a palavra “suruba” com uma certa banda de Santos assim como muitos, também achei na minha infinita meninice que Spice Girls se referia as “garotas do espaço”  e por aí vai…

Vamos analisar algo simples que, primeiro, você precisa tentar ler sem cantarolar: De peixinho eu vou pra trás – quem quiser brincar com a gente – pode vir, nunca é de mais.

“De peixinho eu vou pra trás” é o mesmo que dizer (ou dançar) que você está balançando a pomps e indo de ré! “Quem quiser brincar com a gente” numa brincadeira onde já foi dito que você vai estar balançando a pomps,… conte-me mais? “Pode vir nunca é de mais” com certeza me faz pensar se essa música não é uma “narrativa” hipotéééééética de um tipo de festinha prive a mesma que aprendi como se chama com a banda de Santos…

E olha só, mesmo com tanta influência “destrutiva” consegui me tornar uma pessoa aceitável nos padrões de decência exigidos para a vida social dos séculos XX e  XXI – não que eu seja parâmetro de comparação para coisa alguma, ok.

Não é porque hoje o acesso a internet é maior, ou porque o Reality Show da vez “está na moda” que a mente das nossas crianças está em perigo.

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O que as leva ao perigo é a falta de diálogo.

A falta de convivência com bons exemplos REAIS – enquanto os maus exemplos são muitos. A falta de responsabilidade competente sobre os filhos, esse disse-que-me-disse na guerra de responsabilidades entre quem deve educar família X escola X vida. O limite causado pela falta de tempo ou pela vontade de “fazer diferente do que foi feito comigo” que vêm acometendo muitos pais.

A lista é enorme.

Se na época da sua tatatatataraavó era normal uma mulher, logo que tivesse seus dias, se tornar a mãe que ela nasceu pra ser, hoje, socialmente (pelo menos no Brasil), esse pequeno ser continua sendo uma criança (no máximo uma pré-adolescente). Por isso, deixo como exemplo escrachado do que eu encaro com um dos muitos resultados dos acontecimentos dessa tal “lista enorme”

Achar “bonitinho uma” criança que dança funk o que já valeu também para a lambada e o axé em décadas anteriores, pode ser tão complicado quanto permitir que se cantarole por aí um desses hits “universitários” que falam livremente de mulheres objeto e/ou interesseiras e pegação. A diferenciação está na forma como a situação é trabalhada, de como a informação será processada.

Assistir seja lá o que for na tv também não (necessariamente) escraviza o comportamento e olha que eu sou da geração que sabia muito bem no que consistia o CinePrive, nem por isso todos dessa geração  queimaram a largada numa gravidez precoce, ou permitir o contato com tecnologia e internet pode incentivar o desenvolvimento CONTANTO QUE haja responsabilidade, discernimento e compreensão limites necessários para ser saudável.

Falar de sexualidade naturalmente não causa o aumento da promiscuidade, mas desmistifica tudo aquilo que “o pequeno aprendiz” vai encontrar, querendo ou não, algum meio de conhecer.

Lembrem-se, adultos, crianças aprendem a partir de exemplos. E exemplos NÃO acontecem oriundos APENAS das mídias.

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Soya Keanevey. Precocemente estimulada pela mãe (grávida ainda adolescente). Matéria completa, em inglês

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