Adolescente é um bicho ‘diferente’

O título desse texto faz parte do trecho da música “Adolescente”, clássico de 1997 na novela Chiquititas. A continuação diz que – Adolescente é um bicho diferente, adolescente não chegue perto, porque morde. Aliás, que tipo de adolescente você é ou foi?!

Bem a ideia deste texto, surgiu depois de uma gostosa conversa que tive com algumas amigas. Tudo bem que em 1997 éramos todas crianças, mas, em 2003/2004 já éramos adolescentes… E olha, chegamos num consenso de que, nem éramos tão assim… Um bicho diferente.

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Diferente dos dias atuais, os adolescentes da geração 2000, não tinham acesso a tanta tecnologia, a tanta novidade, a tanta dispersão. Digo dispersão, porque antes, outros valores, costumes e ‘crises’, compunham a época. Olha só, nesse bate-papo entre amigas levantei algumas questões engraçadas. Você se lembra na sua adolescência qual era a sua música preferida? Qual lugar você mais freqüentava? O que te fazia se sentir adulto (a)? Quais livros você leu? E o nome do seu melhor amigo no ensino médio, lembra? Da conversa que tive com as minhas amigas, listei algumas características que marcaram essa nossa fase… Você que curtiu sua adolescência nessa época, veja aí se algumas das nossas observações fizeram parte da sua fase.

Músicas para os momentos “ninguém me entende, ninguém me ama” : Qualquer uma do Evanescence ou Slipknot.

Músicas para curtir com os amigos “momento só de curtição”: Um minuto para o fim do mundo – CMP 22 ou Mais uma vez – Jota Quest

Músicas para os momentos “vou curtir a minha vida, afinal ela é minha”: Vou deixar a vida me levar – Skank ou Qualquer uma do Armandinho.

Músicas para os momentos “estou apaixonada, ele é o meu amor”: Velha Infância – Tribalhistas ou Minha Juventude – Mr. Gyn

Livros clássicos da escola “aqueles que ninguém gostava de ler e no vestibular viu o quanto era importante”: Dom Casmurro de Machado de Assis, Açúcar Amargo de Luiz Puntel ou O Cortiço de Aluízio de Azevedo.

Livros para meninas “aqueles que a gente gostava mesmo de ler” Melancia de Marian Keyes ou Os Delírios de consumo de Becky Bloom da autora britânica Shofie Kinsella.

Lugares de balada “aqueles que chegávamos 23h em casa, super tarde” Matinê da Disco, Carnaval no Floresta Club ou Matinê da Tass (nesse caso sem muitas opções).

A maior loucura “daquelas, que te tornava popular demais” Furar a sobrancelha ou pintar o cabelo de vermelho.

A melhor roupa e acessório “indispensáveis para a época” Qualquer camiseta escrito Punk e principalmente uma munhequeira de spikes ou até mesmo a da capricho, estava valendo.

Distrações de um adolescente “coisas realmente boas para fazer” Jogar truco, tomar tererê com suco de limão, e jogar Mario no supernintendo.

Sensações boas “que hoje só acontecem por acaso…” Chegar da escola e sentir o cheirinho da comida e poder ouvir suas músicas prediletas com o som MUITO alto no seu quarto.

Sensações ruins “que hoje acontecem, quase sempre não sei por que” Arrumar o quarto, reclamando a cada minuto. Ter que lavar a louça toda depois daquele mega almoço de domingo.

As espinhas “monstruosas, enormes, gigantes, mega gigantes” Sou feia, ninguém vai me olhar. Vou encher a cara de minancora.

Para usar no pé “Era a moda, todas tinham…ai de quem não tinha” Melissa da Sandy, branca ou transparente, era clássica!

O primeiro porre, lá pelos 16 “ mais ou menos, mais ou menos” Foi de Smirnoff Ice, com apenas duas já dava pra cantar Bob Marley.

O primeiro beijo “aquele que você pode ou não ter pavor de lembrar” Horrível, sem língua, e na verdade ninguém sabe o que fazer.

A primeira menstruação “sensação de morte constante” – Mãe vou morrer, é sério. Um banho a cada duas horas. E nada de usar calça branca pra ir pro colégio.

A primeira vez “não tem como fugir, uma hora acontece”: Credo, isso dói, nunca mais. Raras são as situações em que tudo saia conforme planejado.

Adolescente, adolescência, aborrecência, aborrencente! Eu poderia ficar aqui falando um pouco mais dessa fase. Fase que todos, todos mesmo vão passar. A conversa entre amigas surgiu como forma de avaliarmos os adolescentes de antes e os de hoje. Não que, tenha mudado muita coisa, mas, vamos combinar… Existe fase mais gostosa do que essa? Por incrível que pareça, é nessas inconstâncias que realmente nos tornamos um pouco adultos. Que começamos a nos conhecer mais, e que principalmente aprendemos a lhe dar com aquilo que faz parte de nós, os sentimentos e desejos. Chegamos a conclusão de que fomos adolescentes felizes… Hoje, “quase adultas”, todas com mais de 20 anos, chegamos a conclusão de que ter sido adolescente não foi um bicho ‘diferente’, e sim um bicho necessário. Tipo depois da conversa, onde com tantos problemas de adulto, a única e exclusiva vontade foi a de voltar a ser uma ADOLESCENTE!!! foto 2

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