Faz do amor o essencial

De repente o amor chegou, ocupou os espaços, as cômodas do guarda-roupa e logo, tratou de preencher um vazio desconhecido. Quando me dei conta, já havia um prato a mais na mesa, caixas de fotografias remendadas de lembranças. Ele chegou devagarinho, sem pedir licença, sem avisos prévios, foi invadindo como terra de ninguém, enraizando suas bandeiras. Os cafunés acalentaram como xícaras de café no inverno, um aroma doce, suave. Prestei atenção nos cantos de casa e havia rascunhos de poema sobre a mesa. Uma loucura lúcida, formigamentos e espasmos. Eu não me lembro dos começos. Um acaso da vida?

Refrões românticos entonavam essa doce canção. Um blues, jazz, samba um ritmo diferente de todos que já tocaram no velho rádio. É dançar nas beiras das calçadas com um sorriso. É ter a permissão de tocar o céu. O amor é saliva, arrepio, medo, suor, abraços, saudades.

O tempo se encarrega de congelar, paralisando os ponteiros. As palavras do silêncio, decifradas sem dicionários. Primaveras deixam de existir somente por alguns meses, e se transformaram em um ano inteiro. Doces cerejeiras. É querer bem, sem nada em troca, é não se envaidecer. Das linhas tortas dos destinos, o amor se curva, o amor cura.

Faz do teu coração bússola para guiar a felicidade. Retira a poeira do amar, nesse mar de sentimentos. Se reduz ao essencial, deixa seu coração bater.

Faz do amor o essencial.

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