Dia do trabalho à dor ou o amor?

Primeiro de maio, dia do trabalho.

Maria acorda as 04:30h para trabalhar na casa de Alice, toma seu café doce com pão, deixa arrumado o almoço para os filhos e atravessa a cidade para limpar a casa e cuidar dos rebentos de Alice. Retorna a casa as 20:30h, com os ônibus lotados, prepara o jantar e arruma o almoço do dia seguinte. Maria não tem carteira assinada, ela não está vendo seus filhos crescerem.

Ana trabalha em uma rede de Fast Foods, estuda no período da manhã e segue para a empresa, precisa ajudar em casa, não tem muito tempo para estudar, mas sonha em ser médica.

João trabalhou a vida inteira como pedreiro, construiu inúmeras casas, mas com o pouco dinheiro que ganhava, só acinzentou as paredes de reboco.

Pedro é pintor, faz inúmeras telas e vende na orla da praia. Muitos não aceitam o valor cobrado em suas obras, não consideram a arte como trabalho.

Jéssica é professora da escola pública, além de ser mal remunerada, enfrenta desafios diários para proporcionar uma educação de qualidade, mas ela acredita na educação e na profissão que escolheu. Está de greve.

Doralice é jornalista, sonhava com isto desde pequena, trabalhava o dia todo para conseguir pagar as parcelas da graduação. Ela se sente realizada.

Lucas vende balas no sinal, precisa ajudar em casa. Largou a escola e passa as manhãs e tardes para conseguir alguns trocados.

Leandro é escritor, adora viajar com suas personagens e criar enredos. Ama sua profissão e está tentando publicar seu livro.

Robervaldo corta cana-de-açúcar, a hora feliz do dia é alguns minutinhos para degustar sua refeição.

Dulce é bailarina, muitas pessoas dizem para ela desistir do sonho e que dançar é um hobbie, não uma profissão. Dulce não se importa, segue dançando e acreditando.

 

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Há quem diga ser um fardo, e quem está na labuta atrás de um. Tem gente que corre atrás para realizar o sonho da profissão de criança, ser médico, professor, artista, engenheiro, bombeiro, policial, psicólogo, jornalista, escritor, advogado, afins e se realizar na profissão escolhida ou ter créditos na vida.

Que nosso trabalho nos sirva de inspiração, e a cada dia possamos fazer um pouco pelas pessoas, pela natureza, pelo mundo. O trabalho faz esse mundo de contradições girar.

Que esse dia não seja só um dia de descanso, mas de reflexão sobre as lutas/reivindicações dos trabalhadores. Não é um simples feriado (até porque tem um monte de trabalhador, trabalhando hoje). Todos os dias é de quem produz, reinventa, ajuda em casa, é feliz no que faz ou não, todo dia é do trabalhador.

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