Olhar

Teu olhar me paralisa, conhece meus medos pelos vidros do meu corpo, sou transparente e vulnerável quando me olha.
Eu não consigo encarar olhares falsos, os teus verdadeiros de cores de damasco, me encantam e trazem repentinas alegrias da tua doce rotina que se transformam em poesia.

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Com sua boca de açúcar cristal e de doces beijos estralados, de saliva salgada tudo se aquieta, teu nome vive em mim, nas paredes do meu corpo, na sonoridade da minha voz, no fio de cabelo descolorido, nos desenhos rabiscados, na poesia dos textos, nas paredes.

Borboletas adormecidas no estômago resolverem por o voo em atraso e não se aquietam, a partir do momento em que você chegou e largou o sapato xadrez na sala.

Com todas as constelações do teu brilho, me fez céu.
Eu ilustrei essa história com os pontos e vírgulas, cada minuto desse infinito temporário.

Teus raios de sol me aquecem, me desperto dessa fria solidão e paraliso na velocidade do mundo.

Meu bem, eu sou um tanto sua. Fui mundo, suspiro, sorriso, procurando abrigo em teu abraço.
Fui flor, acalmando tua dor.

Queria descrever versos como Neruda, Andrade, Moraes e Camões, mas fiz dessas poucas palavras da tua inspiração, pintar suas cores como Kahlo e Amaral, navegar em teu corpo e adivinhar o céu dos teus venenos.

E você vai embora, levando pedaços e pecados meus.

Meu céu e inferno, tormento e paz.
Meu bem querer.
Não conseguiria chegar ao final do dia sem lhe ver.

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3 comentários em “Olhar

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