A culpa é dos infinitos, alguns maiores que os outros.

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A culpa é das estrelas (The fault in our stars) escrito por John Green, conta a história de Hazel Grace, uma menina de 16 anos que, aos 13, foi diagnosticada com um câncer de tireóide, passou por tratamentos com radioterapia, quimioterapia, cirurgia, radioterapia novamente, porém não houve sucesso e houve metástase nos pulmões. Devido a isso, ela necessita da ajuda de oxigênio continuamente para manter os níveis de O2 em equilíbrio, e a falta deles o deixa fraca e tonta, inclusive se ela realizar atividades como subir escadas ou ficar muito tempo em pé. Aos 14 anos, foi subordinada à um tratamento experimental com uma droga que conseguiu diminuir o tamanho de seus tumores pulmonares. Assim, Hazel é uma adolescente que tem sonhos e muita vida dentro de sí, apesar de portar uma doença que está a matando. Assim como toda adolescente, Hazel tem medos, tem seus momentos de ironia e comentários ácidos, é doce como uma garota pode ser, e como o próprio autor gosta de explicar “pacientes com câncer estão vivos, e ainda vivo, devem ser lembrados como seres humanos que sonham, temem, amam, e vivem como qualquer outro no mundo”. E por falar em amor, Hazel encontra um.

Gus, ou Augustus Waters, tem 18 anos e teve um osteossarcoma (câncer nos ossos), e devido a isso, teve a necessidade de amputar sua perna direita, e vive com o uso de uma prótese. Para Gus, um garoto que era jogador de basquete, essa amputação poderia tê-lo destruído, mas como um bom otimista e amante de metáforas (que por vezes nos faz rir e em outras pensar) não se deixou levar por isso. Hazel se encontra com Gus em um grupo de apoio à crianças com câncer, e desde então começa a história de amor mais incrível do mundo.

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Entre idas e vindas, lágrimas de felicidade e de tristeza, entre aceitações e negações, a história nos traz uma realidade muito delicada mas desmistifica a doença que é o câncer e nos mostra que apesar de uma doença complicada e muito agressiva, a pessoa que a tem só morre quando não há mais nada o que fazer, e enquanto isso, enquanto portador da doença, ela ainda vive, e tem esse desejo de viver intensamente, cada segundo, não quer perder nada do que a vida pode oferecer, do que o coração pode sentir e do que um grande e jovem amor pode causar.

A inspiração de John Green para o personagem de Hazel Grace é esta menina linda chamada Esther Grace, que morreu aos seus 16 anos, mas viverá para sempre na lembrança de todos aqueles que se emocionaram e se comoveram com sua linda história criada pelo autor em sua homenagem.

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O filme de A Culpa é das Estrelas conta com a direção de Josh Boone, e os atores Shailene Woodley (Hazel Grace), Ansel Elgort (Augustus Waters), e Nat Wolff (Isaac, amigo de Gus e Hazel).

Alguns dos motivos para correr comprar seu ingresso:

– Richard Roeper (colunista americano e crítico de filmes pela The Chicago Sun-times) deu 4 para 4 estrelas pelo filme e ainda disse que Shai deve ser nominada para um óscar (e o John Green adorou a idéia);

– USA Today disse que o filme é “beira a perfeição”;

– Vanity Fair disse “Desde Titanic, não houve um filme nos cinemas que ameaçou tocar tão profundamente os corações jovens”;

– New Your Observer diz “Não há idade mínima para chorar em A Culpa é das Estrelas”;

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Comentários bons não faltam, e as lágrimas no decorrer da trama também não, portanto, fica a dica de levar sua caixa de lenços pois vai precisar. Gus e Hazel vão te fazer sorrir, chorar, refletir, sentir o amor que eles estão sentindo, os medos, a ansiedade, aquela revolta e não aceitação frente alguns fatos. É impossível não se emocionar, chorar ou dar boas risadas com essa dupla.

Apesar de ter um contexto bem “apelativo” que é tratar de um casal doente, e todos sabemos que alguém morre no final, Esta história traz muito mais do que um roteiro apelativo, um drama forçado que ninguém mais se lembrará. Hazel e Gus entraram para a história e vão ficar marcados nos corações de todos aqueles que conhecerem sua história.

Para quem já leu o livro e está se perguntando se o filme foi fiel às páginas e frases impecáveis de John Green, eu afirmo, nem tudo foi possível de ser colocado da forma que foi citado no livro, mas, particularmente, fiquei muito satisfeito com o que vi no cinema, e acredito que 90% do que está no livro teve também no filme.

Enquanto vocês correm comprar seus ingressos, ouçam a música “All of the Stars” do ruivo Ed Sheeran composta especialmente para o filme.

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