Encontros CAB e meu contato com a natureza

Durante os meses de abril, maio e junho eu tive o prazer de viajar por inúmeros municípios da Região Oeste do Paraná, devido ao projeto Encontros e Caminhos Cultivando Água Boa. Fui a aldeias indígenas, a câmaras de vereadores, meti o pé no barro, vesti minhas melhores roupas, cumprimentei um monte de gente que eu nunca tinha visto, dizendo com sinceridade “muito prazer em conhecer você”. Quando fui chamada para integrar esse projeto eu até sabia que seria interessante, mas não sabia o quanto. Foram 29 cidades, muito mato, muitas pessoas e histórias e muito aprendizado também. Pra não cansar ninguém, vou colocar em tópicos, senão o texto sairia GIGANTESCO!

Morro N. S. Aparecida - Itaipulândia
Morro N. S. Aparecida – Itaipulândia

1- Sim, eu consigo!

Devido a esse projeto, estou trabalhando em uma produtora de TV. A priori, eu apenas escreveria os textos para o site, mas a demanda de trabalho aumentou e comecei a ir sozinha com a equipe para os lugares. Nunca, eu disse NUNCA me imaginei na frente das câmeras depois das matérias obrigatórias da faculdade. Depois de um período de nervosismo e suor nas mãos, eu consegui fazer o que achei que não conseguiria de jeito algum! E no fim das contas, foi legal e deu tudo certo. Pretendo melhorar nisso, vai que precisem novamente? 😉

Olha eu! (Foto: Márcio Falcão)
Olha eu! (Foto: Márcio Falcão)

Outra coisa que não é fácil e preciso trabalhar mais é o estar à frente. Trabalho em equipe nunca foi meu forte, apesar de não ter encontrado problemas desta vez. Mas para que tudo flua bem, eu preciso ser mais clara com a equipe que está comigo. Se bem que, só deles conseguirem me entender, já é um grande passo. Sem contar que: trabalhar com equipes compostas somente por homens é uma diversão sem fim!

2- O rotineiro é não ter rotina

Tenho aversão a rotina. Esse foi um dos maiores prós de ter aceitado o trabalho! Era um momento diferente em cada cidade, com uma aventura distinta. Passar por mais de dois lugares em um dia até bagunçou minha cabeça a certa altura (dsclp se troquei o nome da sua cidade quando conversei contigo), mas foi muito legal passar por todos esses municípios.

Clareira às margens do Rio Cedro - Missal
Clareira às margens do Rio Cedro – Missal

 

3- Pérolas do cancioneiro popular

Quando você passa muito tempo na estrada, não há CD que aguente, a não ser que você tenha dezenas deles com mp3, né. A única solução plausível era vaguear pelas estações de rádio disponíveis por onde passávamos, o que deixou muita gente da equipe com amostras do nosso sertanojo sertanejo universitário grudadas como chiclete na cabeça. PS: ~vô contá pro seu pai que cê tá’qui!~ UGH, MÚSICA NOJENTA.

4- A natureza é coisa linda de Deus

Cursos d’água, muitas árvores, terra vermelha e fofa debaixo dos pés. No começo, achei que fosse decretar isso como o caos, mas na verdade, foi o meu favorito! Não há melhor calmante que o barulho de água corrente e nada mais inspirador que uma trilha debaixo das copas das árvores. Nenhum lugar é igual ao outro, mesmo que sejam reflorestamento com eucaliptos. Cada bosque tem seu charme. Cada curso d’água tem sua beleza. Cada clareira é linda do seu próprio jeitinho. Até mesmo relar a mão na urtiga é lindo.

5- Brava gente brasileira

A história desse nosso Velho Oeste não é mole não! Muitos sofreram e batalharam pelo seu pedacinho de terra em brigas multilaterais que envolviam capangas, bancos e famílias tradicionais. Adicione a isso dificuldade de acesso e de conseguir financiamento se não devassassem toda a terra. A história de cada lugar precisa ser conhecida para que ganhe o devido valor, assim como os primeiros desbravadores.

Entardecer no Morro da Salete - Medianeira
Entardecer no Morro da Salete – Medianeira

6- Nossa região e suas vistas maravilhosas

You have never been in love até ver o sol se pôr no Morro da Salete, em Medianeira. Ou ver o lago do Morro Nossa Senhora Aparecida, em Itaipulândia. Ou dar uma espiada no nascer do sol em Santa Helena. Ou se enfiar na clareira às margens do Rio Cedro, em Missal. Tudo isso eu fiz e não vou esquecer tão cedo. Registrei com o celular, mas nada captura a beleza que tem esses lugares. Até mesmo as imagens profissionais dão uma vaga ideia da grandeza desses lugares. Os três primeiros lugares podem (E DEVEM) ser visitados, já o último… eu fui! Ha-ha!

 

Foi uma baita experiência que, se eu pudesse, voltaria no tempo e faria tudo igual, tudinho. Até os mesmos erros, só pra aprender de novo. Fico muito feliz de ter sido a escolhida de ser a única mulher desse projeto para esses Encontros e Caminhos, que me mostrou um montão de coisas novas.

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