Cinzas

Nestes encontros e desencontros

Entre a loucura e a lucidez

Entre o certo e errado

Entre o desejo e a moral

Entre o amor e o ódio

Conquistas e descasos

Sonhos e lágrimas

Vejo o dia passar

Como uma folha que cai

No meio do outono

Assim, sem avisar

Carregando com ela a vida

Tornando-se peso morto

Fecho os olhos e sinto

Que minha pele se torna gélida

Meus lábios rachados pelo frio

Dentro de minha alma

Que anseia por calor

E as cores que um dia existiram

Agora são apenas tons de cinza

Através da janela

Deste cômodo que cheira a mofo

Posso ver resquícios de vida

Crianças pulando, homens correndo

Tão distante de mim

Que mal consigo assegurar

De que é real ou apenas ilusão

Sonhos rompidos

Ossos quebrados

Vários hematomas

Cada qual marcando uma queda

Cada queda representando uma derrota

Que comparadas às vitórias

Ganham destaque principal

Esses versos desordenados

Confusos e distorcidos

Não são de alguém que sofre

Pois nem a dor é capaz de completar

Um coração vazio

Uma vida vazia

Uma alma cinza

Que  há tempos

Se apagou.

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Um comentário em “Cinzas

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