Destas imperfeições: Aceito as minhas.

Eu não entendo de marcas de bolsa, nunca gostei muito de andar de salto alto e ficar com aqueles micros vestidos apertados, me sufoca. Não sigo com rigidez as dietas milagrosas, e olha, vou na academia quando dá, não ficou com neuras angustiantes de estar sobre o peso, tem dias que só quero ficar em casa, com a cara enfiada em um livro e chocolate quente, assistindo uma série qualquer ou cozinhando uma delícia gastronômica (muitas vezes, digo sempre, elas são carbonizadas). Não sou alta e nem tenho as pernas finas, e nem quero me igualar a esses padrões surreais de beleza, nunca fui a mais inteligente da turma, apesar de todos os meus esforços, e aquele espanhol que fiz cursinho é ‘maizomenos’. Já magoei e fiz algumas burradas com pessoas especiais. Ando meio destrembelhada, de derrubar tudo no chão por ser desengonçada mesmo, ou por viver sonhando demais, estar nos planos futuros, que me tiram o pé do chão.

Sabe, não nasci para essa perfeição nata, e até que gosto dos meus erros, e percebo a cada dia esse tal de amadurecimento fluir com as jogadas erradas dessa vida, é sobre aprendizagens, de andar com um sorriso torto, mas sincero. De entender as minhas humanidades e limitações e perceber que somos incompletos, cada dia uma nova peça para preencher.

Chega uma fase da vida que as confusões mentais da sua cabeça ficam batucando com mais força, como escola de samba, e você vai separando o ‘joio do trigo’, deixando o que é realmente importante. Não adianta, os amorzinhos terão que ser especiais, já soubemos de cór as cantadas baratas, e nem é exigência ou coisa assim, é o simples de fato de querer algo especial. Os cafés mais encorpados. As vontades maiores. Se tornamos meios chatos, porque já vivenciamos algumas coisas, e tudo que é repetido, já não é tão ‘empolganteeee’. Acima de tudo queremos sinceridade, consigo mesmo. De analisar todas as coisas, entender a necessidade de qual a qual. Deve ser aquelas crises existenciais, ou não, não acredito muito nisso, cada um já vive suas próprias dúvidas, de forma individual, única, cada pessoa carrega com si seus próprios universos. É uma necessidade de vivenciar novas coisas, de estar bem consigo, ir além do que te dizem o que é certo ou melhor, é uma busca pessoal, incessante, talvez isso sempre viveu conosco, em um espaço guardado, mas só em uma certa idade que descobrimos esse bicho de sete cabeças, além do que a razão consegue entender.

É nesses trancos e barrancos que vamos vivendo, uma tal montanha russa, que te felicita e depois te leva para os abismos. Dessas verozes imperfeições, que a cada dia nos ensinam a procurar esta utópica perfeição. Mas, quem disse que não vale a pena?

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