Das saudades

Coloquei em exposição todos os sentimentos guardados, estendi em um varal apreganhados com força, para o vento não levar.

Esse vento eu denomino pelo nome de saudade, tem um vício exógeno de fortes ventanias, de arrastar para dentro do meu peito todos os pedaços de passado. Bate forte, feito furacão, e as vezes, é uma brisa repentina, leve e suave, que traz paz em  nostalgias que reprisam em tantos segundos do meu dia. É esse vento que faz navegar as velas dos marinheiros, preenche o mar de movimento e esculpe todas as brutas rochas. Rodopia os cataventos e esparrama pelas ruas todas as folhas no outono. Embalar voos nessa ventania, brisa, tempestade.

Regressa logo por ligeiro
Encosta em mim pra descansar
Ancora o seu riso em peito
Faz do meu leito o teu mar

Eu espero que essa saudade traga teus abraços para perto de mim, calar estas ausências e se preencher de presenças. Eu espero que você venha como tormenta forte, sentimento sem igual, mas que fique, que o vento deixe você estagnar perto de mim. Sem chuvas.

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Que só fique, pouse em meu peito, sem querer ou precisar voltar.

E se não for voltar
Faz favor de avisar
Que dói o tempo, passarinho
até eu me acostumar


Eu quero te ver bem, enquanto seus ventos de cheiro doce não chegam aqui. Aguardo nessa cidade semi-árida tua alegria, e preencher de essência todas estas secas, neste sertão de sentimentos.

*Esses trechos poemas é de uma canção que você pode ouvir aqui >  https://www.youtube.com/watch?v=gKHbwp8CBsM

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