Causalidades

“De acordo com a mitologia grega, os humanos foram criados originalmente com quatro braços, quatro pernas e uma cabeça com dois rostos. Temendo seu poder, Zeus os dividiu em partes separadas, condenando-os a passar o resto de suas vidas em busca de suas metades.” – Platão

Nunca fui de acreditar em destinos, como se houvesse alguém que determinasse todas as condições de nós, meros seres humanos. Até porque há certo egoísmo, tanta coisa maior para se preocupar. Alma gêmea? Já basta a cada dia me encontrar nessa cidade.

Mas ainda não encontrei as conclusões de você ter aparecido do nada na minha vida, ainda não consigo entender de como de um dia para o outro você trouxe a calma e a paz.

Será que existem certas histórias que se repetem? Talvez eu já li em algum livro velho, ouvi alguém contar, ou são esses filmes cheios de mimimi e romancinho que me fizeram acreditar que você ia surgir assim, cheio de defeitos e qualidades, me fazendo soluçar de tanto rir e sentir frio na barriga quando segura a minha mão, deve ser as tais borboletas que não aquietam voo.

Quando me dei conta estava lá eu, conferindo se nossos signos possuíam alguma compatibilidade. Milhões de estrelas, cometas, universos desconhecidos e eu aqui, acreditando nesses clichês todos.

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Das inúmeras pessoas que habitam esse planeta, logo você menino, que veio com seu sorriso de canto, cheio de mistérios que ainda me custa entender. De todas as coincidências, causalidades, de planos que sem querer se caminham para a mesma direção, e eu querendo colher frutos do futuro ao seu lado.

O seu abraço que não senti em nenhum outro, um porto seguro. O seu olhar que decifra todas as minhas tormentas internas.

Eu me encanto pelas poesias dos teus olhos, de como sua voz me faz dançar no ritmo, é uma canção que causa euforia e tranqüilidade.

A forma que nossa conversa fluiu sem censuras, de riso solto, como se nos conhecêssemos de outros tempos, da forma que os pensamentos são parecidos. Sem receios, sem medos de amar novamente.

Esperar no tempo os nossos destinos
Não olhar pra trás, esperar a paz
O que me traz
A ausência do seu olhar

Eu tão cética, não consigo encontrar explicações para essas coincidências. Talvez nem existam respostas, mania minha de querer teorizar e entender tudo, certas coisas não são para pensar e sim ser sentidas, já dizia o poeta.

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Trecho da música João de Barro da Maria Gadu – Estava tocando quando comecei a escrever.

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