Caminhar

Caminhei entre pedregulhos acinzentados, sentindo um doce aroma de cacau.

Andei, com pedriscos nos sapatos, procurando causas e afetos. De chinela amarrada, simples, de bota furada. Eu fui caminhando nessas inconstâncias arredias, de vida amarga e fel, de doçura mel e encantos suaves.

 

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Correndo dos pressupostos padrões, de voo livre no declínio da loucura, na paixão de cada momento. Andei cansada das estampas enfadonhas nessas faces destroçadas de orgulho e raiva.

De passos arrastados de indivíduos que não cedem seus esforços ao próximo passo. Dos detalhes encontrados no caminho, de tatos e rabiscos decifrando nossos destinos.

Já pulei entre os rios que cortam essas fronteiras, instintiva, molhei os pés, enlamados de terra fértil e depósito de semente para crescer, esse longo caminho. É fuga, caminho nas nuvens. Colorindo as cores do meu céu, como libélula de bela alegria.

Guiar nos próprios ventos guias, entre os rostos do sonho, nessa eufórica ventania

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Essa solidão repentina, me faz cantar todas as tristezas dessa vida. Dos mapas múndis, colorindo de infâncias, de cada canto que passa, de cada alegria que se barganha. Fui construindo memoriais, que declamo em formas de haikais, curtos e intensos.

É assim, caminhar com equilíbrio de bailarina e cambalear, de passo em passo, se alcança o utópico.

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