Éramos (todos) Macacos?

Olá amiguinhos, vamos falar novamente sobre o preconceito? Afinal, desde aquele post, mais casos vieram a público. E eu fico muito satisfeita com isso. É uma bela forma de ver mais uma vez os monstrinhos que alguns ~amigos~ ainda teimam esconder com um pouco de esforço e hipocrisia.

Como todos sabem, o Grêmio foi punido pelo STJD com a exclusão da Copa do Brasil. Assim que tudo aconteceu, não imaginei que essa seria a punição, mas os desdobramentos do fato fizeram a medida mais que perfeita, inclusive, hoje em dia eu tô achando até pouca. A dona moça não se desculpou imediatamente, um cidadão ligado à diretoria do clube disse que tudo foi feito intencionalmente pelo Aranha para que ele ganhasse tempo, e alguns torcedores mordidos, que não tinham nada a ver com o cenário deplorável recém montado deram razão à ironia BABACA do presidente Koff, que ~se orgulhava~ em ter ~acabado com o racismo~. Olha senhor Koff, foi apenas um ínfimo primeiro passo, que se mostra cada vez melhor dado. Alguns dizem que tudo só foi resolvido dessa forma porque o time sulista já perdia por 2×0. Taí, vocês foram presentados com o benefício da dúvida: será que teriam a capacidade de virar o jogo na volta? Vocês nunca saberão.

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Continuem tentando limpar a barra dela e dizendo em que ela se difere de vocês. Talvez funcione.

Já o jogo contra o preconceito parece finalmente querer parar a desvantagem. Cada vez mais os preconceituosos são identificados e podem até – PASMEM- responder judicialmente por seus atos. O que antigamente simplesmente passava incólume, ou como uma “brincadeira”, ou coisa feita “no calor do jogo” ou sabe-se lá qual desculpa se usava para tornar invisível essa espécie de insulto pode custar caro, E BEM CARO. Tô achando inclusive ótimo terem apontado o dedo para um dos cinco auditores que tornaram a decisão da exclusão unânime, mostrando outro racista. Ele deve ser punido com tanto rigor ou até maior, condizente com a incoerência dele ter julgado o caso.

Não é muito o que pedimos, só queremos ter o direito de não sermos chamados de macacos ao jogarmos futebol, ou de postarmos uma foto com nosso namorado, seja qual for a cor dele, sem que um ignorante anônimo venha perguntar onde fomos compradas; poder sair de um shopping com nossas compras sem que suspeitem que tenhamos roubado (se há alguns meses eu não consegui apoiar a postura do Daniel Alves, hoje consigo entender porque o rapaz acabou por se despir para mostrar que não havia roubado nada) e sem precisar sair “”””””ostentando”””””””” a nota fiscal.

Se o Grêmio serviu como passinho de formiguinha para que isso acabe, eu sinceramente acho fantástico, senhor presidente. Que essa punição seja um exemplo para que outros não ousem fazer o mesmo, sabendo qual a punição. Esse é só o início dessa luta, ainda temos várias outras (simultâneas) pra combater.

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Um comentário em “Éramos (todos) Macacos?

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