Infinito enquanto dure

Com o tempo, você vai percebendo as coisas que de fato importam, que te fazem sorrir e mantém sua paz de espírito. Ao mesmo tempo, vai se livrando de alguns apegos que só servem para alimentar uma ansiedade desnecessária e uma preocupação inútil.

Aos poucos, a gente vai aprendendo justamente essas lições de vida. De viver o hoje, o intenso. De não ter que ficar definindo isso ou aquilo, e colocando rótulos nas relações. Acho que a gente perde muito tempo tentando dar nome às coisas, e pouco tempo sentindo… quando é na verdade o sentimento que dá mais sentido à vida e a deixa um pouquinho mais colorida.

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Eu, que muitas vezes me preocupei em querer esclarecer tudo, e definir regras para os relacionamentos, a falar: fulano é meu isso ou meu aquilo, começo a perceber que quando você encontra alguém legal, pouco importa o nome que isso tem. Sentir o aconchego de uma boa companhia, um carinho sincero, o estar ali, de corpo e alma, naquele momento a dois, é muitas vezes mais valioso do que promessas que serão incapazes de serem cumpridas, ou do que um “eu te amo” sem sentir, por obrigação.

Devagar, você percebe que vale muito mais um elogio espontâneo, uma risada verdadeira, uma troca de olhares profunda, uma mensagem dizendo “lembrei de você quando vi isso”, do que ligar todo o dia porque é sua obrigação ligar, ou receber um elogio mendigado, uma migalha de carinho porque “agora estou sem tempo” para te dar atenção.

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A fluidez de uma relação intensa e sincera me parece muito mais importante que uma alteração de status no facebook. Dane-se o nome que isso tem, ou o que as pessoas pensarão. A gente se desapega de ter que dar explicação, sabe? Se está tudo bem, se está gostoso, cheio de carinho e os dois se entendem, desse jeito mesmo: por que não?

Essa necessidade de posse, de dizer “-é meu”, vai perdendo o sentido. Ninguém pode ser seu, pessoas não são objetos para se possuir. O desejo de querer estar junto, a cumplicidade na troca de alguns segredos e na troca de intimidades, a atenção genuína, o afeto são muito mais reais do que a necessidade de possessão. E fazem muito melhor à alma, ao ego e ao coração.

E dessa forma, cada vez mais eu vou entendendo Vinícius, interpretando aquilo que está nas entrelinhas dos poemas que me inspiram, mas que ao mesmo tempo é muito mais real do que eu sempre pude imaginar e desejando que isso tudo “Não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”.

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2 comentários em “Infinito enquanto dure

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