De onde vem as fanfics

Esses dias eu estava no Instagram (acho que nunca passei tanto tempo no Insta como estou passando ultimamente), babando no maravilhoso Jason Momoa (O Khal Drogo, de Guerra dos Tronos). Gravando uma nova série, ele vive postando fotos dos bastidores, que são muito legais, então me deparei com isso:

Baahahahahahahahahahah. #redroad season 2. Lines have been crossed.

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Bwahahahahahhahaha. Segunda temporada de #redroad. Algumas linhas foram ultrapassadas.

A foto é linda, a legenda é divertida, mas o mais legal era um comentário que dizia “é assim que as fanfics começam”. EU CHOREI DE RIR! E não posso deixar de dar razão. Não que seja somente isso que dê começo a uma fanfic, mas é um dos principais ingredientes. Os outros ingredientes são um fã louco dedicado e um bom tino para escrever. Você sabe o que é uma fanfic? É um texto ficcional feito por fãs de algum artista ou alguma obra midiática (livros, séries de tevê, filmes etc), que não visa o lucro, apenas a diversão daqueles que as escrevem e que as leem.

O primeiro ingrediente nem precisa ser realmente o que o fã quer ver. Depende muito. às vezes, uma falha no argumento de uma produção midiática ou quando não acontece o que você gostaria de ver já é motivo para que você queira reescrevê-la do seu jeito. O comentário casou bem com a foto porque, no contexto da série, eles são de lados opostos. Jason Momoa é um ex-policial criminoso que precisa encobrir suas atividades escusas a todo custo de um xerife (Martin Henderson), que precisa fazer uma aliança com Jason por motivos familiares e, enquanto isso, precisa manter a ordem e a paz entre a cidade em que vive e o vilarejo indígena onde está Momoa. Só esse ambiente, nesse caso, já deixa esse “cruzar de linhas” mais turvo, oportunidade que geralmente fãs não perdem.

O segundo fator é o fã dedicado, já que não é qualquer admirador que vai se propor a gastar tempo na frente do computador (ou com caneta e papel em mãos assim como eu – RESPEITA A TIA, AINDA SOU ADEPTA DA ESCRITA À MÃO!) dando vazão a sua imaginação relacionando-a à obra/ ao artista que gosta. É preciso, antes de tudo, um envolvimento emocional acima da média para que isso realmente aconteça. Dependendo do envolvimento, vale até o esforço para salvar um personagem da morte (e olha que isso eu também já vi acontecer).

O último item (e mais importante na minha opinião), é o tino para escrever. Se uma frase curta mal escrita na internet já desperta ojeriza a alguns, imagine textos extensos? E, deixando de lado a norma culta, é importante que o texto seja coeso e passe para os outros claramente a trama imaginada pelo fã. Quão mais legal, bem escrito e convincente for, mais pessoas se interessarão. E aí vem o resultado da receita – a interação, que motiva milhares de fãs-escritores pelo mundo afora a seguirem com suas escritas. Mais que isso, alguns ganham confiança para investirem em personagens próprios.

E é assim que eu gosto de pensar nas fanfics, como um treino muito bom para quem quer ser escritor. Já vi casos de sucesso, alguns até bem perto (a escritora iguaçuense Lhaisa Andria – MINHA AMIGA, QUE ORGULHO) escreveu uma história misturando Harry Potter a Hana Yori Dango, uma série japonesa incrível, e ficou tão boa que teve bastante sucesso. Agora ela é escritora e já lançou seu segundo livro!), e outros bastante expressivos – a Cassandra Clare, autora da série Os Instrumentos Mortais era também ficwriter da saga Harry Potter. Após quebrar paradigmas nas escritas do fandom, criou seu próprio mundo e hoje tem uma legião de fãs que seguem seus passos, escrevendo sobre o mundo criado por ela. Tudo começa com uma ideia diferente, mas num lugar já conhecido.

Como toda receita, essa também tem um toque especial – o segredo é a persistência. o mercado não é tão receptivo a novos escritores, é preciso insistir até que uma editora abra as portas. Até lá, o negócio é aprimorar a escrita. SEMPRE. E a fanfiction é a melhor forma de fazer isso. Se você é um fã maluco dedicado, adora escrever e acha que leva jeito e ainda por cima tem algumas ideias na cabeça, mãos à obra! Por que não? O mínimo que pode acontecer é encontrar alguém que compartilha as mesmas opiniões contigo!

 

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