Sobre amores

Somos tão bobos, pela complexidade de um sentimento assim, de certos e minuciosos detalhes, de errados e comuns. Quem disse a forma certa do amor? Que escreveu tortas linhas em um livro, decodificando e padronizando sentimentos, onde está à fórmula, é de se existir?

Aos 6 anos, amor era dividir as migalhas de um salgadinho de milho, de pacotinho transparente, era tão sem gosto que no fundo havia saches, temperados de sódio e corantes. Dividir seu lanche era uma razão infindável de amor, pela raridade de conseguir alguns trocadinhos dos responsáveis para comprar, o afeto era maior que a gula.

Aos 10 anos, o amor se dividia entre as brincadeiras de rua. Pulando, pulando até chegar ao céu. Apaixonados por aquele menino bonito, que gostava de jogar futebol, atraído por você e todas as meninas do bairro.

Com os 13 anos, era um sentimento cinematográfico, de se apaixonar e imaginar as cenas e detalhes. O primeiro beijo, os efeitos especiais, hormônios. Hoje, filmes que ficam empoeirados na estante.

Aos 16 a compreensão é um pouco maior. Dividido entre beijos, abraços e conversas. Um breve medo de amar.

Aos 20, há uma malicia envolvida com temperos fortes saliva e cafés. Insistindo em buscar um perfume e um aconchego, em um ombro esquerdo que se acalma ao sussurar alegrias.  Você acaba procurando encaixes, sentidos, abrigo. O bem que se faz hoje. Agora. O que  transforma diariamente e encanta. É deixar habitar borboletas, e até dinossauros no estômago, com palavras bonitas de “eu te amo”! De deixar o opaco dos olhares antigos, se entrelaçar as mãos para caminhar.

Não tem como medir as formas de amar, pela intensidade de cada momento, pelas fases que passamos pela forma como o outro é recíproco ou não. Estarei velha e ainda assim haverá novas formas de receber e tentar entender o que é o amor. O pouco ainda que sei sobre tudo isso, é de entregas, se entregar de alma, corpo  e coração.

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2 comentários em “Sobre amores

  1. Hoje também se traduziu o amor com pequenos olhos brilhantes e lindos pedidos de: “Tia, brinca comigo?” Todas as formas de todos os jeitos, sempre valeram e valerão a pena! 😉

    1. Oi Keuo, pois é, o texto é só um pedacinho/tantinho do que é amor. Amor tá em qualquer canto, de várias formas e pessoas! Os olhinhos de hoje só reforçam a necessidade de amar e olhar o próximo, dia lindo e mais que especial!

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