Descompasso

Por: Carolina Albuquerque 

Já peço desculpa pelo termo que vou soltar agora! Mas, que porra é essa!? Você chega em plena sexta­feira e causar toda essa zona que já dura quase meses em um mundo que não te pertence, isso mesmo, não TE pertence. Pois é minha cidade, minha área, minha casinha de sapê…meu coração!!!

E como isso não bastasse você pegou tudo e levou consigo.

Aquele sorriso, aquela barba, aquela harmonia entre seu compasso e o desenredo das minhas tímidas olhadas.

Como se tudo fosse fácil.

Como se fosse às mudas de roupas sujas que tu gastaste naquele final de semana em que jogaste para dentro da mochila que carregou para o aeroporto. Aquele mesmo que tu desembarcaste na sexta-­feira.

Bendita sexta-­feira 13.

Tão logo dizia: “Ai, o que é isso que não sai do peito depois que ele for embora? Tal sábio respondeu: Chama­se VIDA, minha linda!”(Matheus Jacob | HQS).

BENDITO!

Já tinha traçado toda minha história, cada detalhe. Até o corte de cabelo que traria meu ar de juventude aos meus 50 anos.

Qual seria meu próximo passo!!!!

Só que…

Até olhar você e querer desvendar o que estava pensando e quais eram os significados das suas tatuagens.

Pois, eu não estava entendendo.

A falta de ritmo que estava acontecendo, toda aquela bagunça em um manual de controle que já havia decorado. Que saberia agir em qualquer situação que acusaria estranhamento. Bem quem disse, saberia.

Eu, uma pessoa que tem diálogo com tudo e todos, calou­-se para poder ouvir­-te. E detalhe, prestar atenção na arritmia causada no órgão que bombeava meu sangue e logo minha vida. Para não dizer coração… Pois coração é sinônimo de amor. E o que eu senti ali, foi prazer.

Prazer em ter que compartilhar o mesmo metro quadrado em que seu perfume pairava no ar.

Apesar do tsunami causado dentro de mim, soube me conter pelo menos até eu pegar o taxi e ir embora e deixar para traz aquele parte de olhos negros. Os quais apelidei (sim, eu tive essa liberdade… já que você tomou posse de mim sem pedir autorização!) de mistério.

Você é um mistério, você é tudo ou qualquer coisa.

Você me fez sair da letra, desconcertou qualquer sonho em ter que dormir durante oito horas a fio.

Digo-­lhe: ­ – Não é uma noite, após ter te conhecido não anseio em ter a mesma sensação que nenhum e nem ninguém me fez sentir. Em desejar ter o mesmo prazer que tive naquela sexta feira 13.

Junto ao meu descompasso e meu engatilhar após saber que agora, a partir de agora é que a vida se apresentou a mim…

Peço­-lhe: VENHA!

Pega aquele avião o mesmo que te levou e sussurre o velho sotaque que sua raiz apresentou a mim no pé do meu ouvido. E aproveite, fixe.

E deixe sua mochila, no canto do quarto… Pois ali você irá esquecê­la, da mesma forma que irá esquecer sobre o que significa qualquer outra coisa. Pois vou desmentir… Aliás, vou ensinar. Que a melhor forma da vida é ter o mesmo caminhar, o mesmo compasso, a mesma harmonia…

O que te agrega o que faz você querer mais.

E eu quero mais, quero mais de você!

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