Quem é mais sentimental que eu?

Pelo pouco que sei das psicologias tão humanas, é que o ser humano desenvolve suas emoções em grupo, algo coletivo e não individualizado. Tanto como a linguagem, a coordenação motora, a cultura e as emoções são coletivizadas através de processos, na qual, sempre há mais de uma pessoa.

Aprendemos inúmeras coisas, nessa imensa capacidade cerebral, mas ainda temos falhas em ponderar os nossos sentimentos, determinados por extremismo, de sentir demais ou se sentir apático. Eu me encaixo no perfil ‘sentimental demais’, daquelas que choram dias e dias com um filme bobo, que abraça estranhos, ri alto, não tem vergonha de chorar, se emocionar, em plena reunião de feedback da empresa, se emocionar com histórias tão alheias, que me parecem pertencer, dos cachorros de rua  e de todas as desigualdades, que me afetam. Bom, não sou nenhuma completa humanista, como esses que se sensibilizam e ganham prêmios nobéis, mas percebi, que é preciso ponderar esses sentimentalismo, não quero jamais deixar de sentir ou me emocionar, mas, todavia e sem regras, para não criar expectativas sentimentais, em alguns espaços respeito, a forma como cada um, desenvolve e apresenta esse sentimentalismo.

Deixei de me preocupar com pessoas que não demonstram suas necessidades afetivas, é chato, sabe? Você corre pra dar oi ou bom dia e a pessoa te encara de cara amassada. Talvez o problema nem seja da pessoa, mas meu, de sentir demais, se importar tanto, que não se retribuí da forma que se espera.

Deve ser  essa tal pulga da expectativa, que fica entra as orelhas.

Desejamos ser retribuídos de uma forma, a pessoa age de uma forma totalmente diferente do que esperamos. É necessário aceitar e ter paciência diante da personalidade e formas de cada pessoa agir, afinal, são construções e vivências; E isso cabe a nós também, quantas vezes agimos de certa forma que o nosso próximo não esperava? São falhas tão comuns, até conosco, criando expectativas que fogem das nossas formas reais.

Ando tentando manejar as emoções nesse mar de ‘sentir demais’, enquanto algumas pessoas pouco demonstram revestidas de ferro como os antigos guerreiros, vou intercalando em uma escala de montanhas russas, as minhas e as expectativas dos outros, como exemplo, aquele colega de trabalho que já começa o dia com o pé esquerdo, respeito o seu espaço e tento não me afetar com essas energias sentimentais, tem aqueles amigos que você está no maior baixo astral, e que te elevam totalmente, o namoradinh@ que agrada o seu dia, aquele colega distante que te convida pra uma viagem, as alegrias e as tristezas tão profundas, aquele NÃO berrante na caram quando o que mais se esperava era um sim, vindo de uma voz doce e suave. Por mais complexos que o ser humano se sujeita e é, podemos ir compreendendo nossas emoções.

Acho eu, que pouco sei, que há uma determinação das pessoas não mostrarem suas fragilidades, de adentrar em seus interiores suas frustrações, sem exteriorizar através do choro, grito ou desabafo, como um prêmio com a intenção de se mostrar forte, talvez por não querer demonstrar suas frágeis falhas, ou por vivemos em uma sociedade tão competitiva, que não tem tempo para emoções.

Nessa cadeia bipolar, eu vou vivendo os dias, uns com choro, grito e emoção e outros tão amenos, serenos. Cabe a nos viver cada dia, com mais ou moderados sentimentalismo, desde que nos sentimos vivos, sem uma carência contemporânea.

“Quem é mais sentimental que eu?

Eu disse e nem assim se pôde evitar

De tanto eu te falar
Você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão pra se perder
No abismo que é pensar e sentir”.

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