Minhas tranças e eu

Eu tenho uma relação instável demais com minha imagem, como a maioria das mulheres. Já troquei o visual algumas vezes, mas de certa forma, ciclicamente. Meu cabelo ou está curto e alisado ou preso dentro de tranças. Confesso que tenho horror a cabelos curtos (acho lindo para os outros, não pra mim), por isso quando estou com minhas extensões me sinto muito mais segura.

eudetrança

Não é de hoje que elas me acompanham – intercalo meus cabelos crespos a elas desde meus 9 anos, quando colocar canecalon ainda era uma tarefa exaustiva e dolorosa, perdia-se um dia inteiro cortando os fios cacheados e encadeando-os por inteiro. O resultado era incrível e fazia de mim uma menina mais confiante com a autoimagem (ao menos até o dia de tirá-las, que era depressivo e duas vezes mais doloroso. Se você já levou algum puxão no cabelo a ponto de ferir o couro cabeludo, saberá do que estou falando). Vez ou outra era persuadida por alguém da minha família a saber como eu ficaria sem o cabelo artificial, mas com algum tratamento. O resultado foram quedas excessivas de cabelo que me deixaram com as madeixas completamente enfraquecidas aos 13/14 anos (pior época, afinal é o pico da adolescência, época na qual todos acham que o mundo gira em torno de si e, de certa forma, não deixa de ser verdade. Você precisa encontrar-se e assegurar-se de que você sabe quem é. Então, imagina o baque).

Nessas idas e vindas, posso afirmar que é difícil deixar o cabelo artificial quando se está acostumada com ele. Não digo que não gosto do meu cabelo (, é quase isso), mas ele é bem fraco e qualquer química faz com que ele pare de crescer e quebre. Além do mais, atualmente a colocação do aplique é bem mais prática, leva no máximo quatro horas, já que as tranças já vêm feitas e como o meu natural está crescidinho, trançá-los é mais rápido. Uma pena que eu não encontro mais cores além do preto, castanho claro e “loiro”. Adoraria variar mais.

Esses dias, entre um trançar e outro, tirei foto dos meus cabelos, que apesar de estarem com a raiz crespa, ainda conservam nas pontas um pouco da química que eu usava (Henê, o pior inimigo dos cabelereiros). Apesar das inúmeras imagens e da superprodução que fiz, eu simplesmente não me reconheço naquelas figuras. Queria me sentir pronta para assumir um portentoso black power, mas sinto que não estou pronta.

Cá estou eu com minhas tranças de novo.

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