Sobre ser quem se é

Viver é uma coisa louca, pelo menos pra mim. Sou dessas pessoas que passa por horas de devaneio, calculando rotas, tentando entender o porquê das coisas, de onde vim e para onde eu vou. Gosto de aproveitar as coisas mágicas que acontecem comigo: a descoberta de uma pessoa nova, uma cidade nova, um novo amor, mesmo que de final de semana. Gosto de reparar nos ipês amarelos pela cidade que estão num tom radiante, e de sorrir para uma criança que passa por mim na rua olhando curiosa. Paro para me perguntar se aquilo tem um sentido, ou se é só uma boa coincidência pra deixar o meu dia mais lindo mesmo.

Mas viver também suas coisas difíceis e ainda bem, eu diria. É difícil passar por algumas escolhas, e tomar algumas decisões. É difícil superar crises e aceitar coisas que não queríamos que fossem assim. É bem difícil passar por uma situação financeira ruim ou uma crise de identidade e se sentir perdido e não saber que rumo tomar. E ainda: é bem difícil isso de viver exatamente quem a gente é.

Ser exatamente quem a gente é exige uma dose extra de coragem, porque isso implica em assumir as consequências que vem junto com essa responsabilidade, de estar exposto a julgamentos, de ser colocado a prova, de às vezes se sentir sozinho e não se encaixar no mundo em que se vive. Implica em dizer não, e escolher o que vai e o que não vai fazer e encarar isso de forma madura, até que se decida mudar de rumo ou não. Ser quem a gente é de verdade, exige níveis de protagonismo extremo na própria vida, e mesmo sendo um desafio imenso você estar em plena conexão com as suas necessidades, digo: é libertador.

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Ainda não posso dizer que vivo plenamente quem eu sou. Ainda não sou uma pessoa que não é afetada pela opinião dos outros, e que não fica triste ao tomar uma decisão que apesar de me agradar, afeta negativamente outra pessoa. Mas da mesma forma que me desapego de roupas, calçados e objetos, tenho tentado me desapegar de uma série de sentimentos, situações e até mesmo de pessoas que simplesmente não condizem e não estão em sinergia com quem sou eu.

No início é difícil, pesado, e milhares de questionamentos dominam você. “Será que estou sendo egoísta? Rude? Arrogante? Será que eu não sou uma pessoa boa?” Mas acho que isso é absolutamente normal. Sem questionamentos, não há consciência sobre suas próprias decisões.

Mas quando você começa a colher os frutos dessas escolhas, você passa a perceber que há algo de leve, algo de feliz. Que a vida passa ser mais gostosa quando você age na intencionalidade de viver aquilo que escolheu. Não é o destino, não é o que está escrito, não é uma simples obra do acaso. É você simplesmente tendo a liberdade de ser exatamente aquilo que você é, quer e decidiu. Não são sempre flores, não são sempre sorrisos. Mas é plenitude, é intensidade, é o prazer a felicidade de ser dono de você.

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