Feliz 1988

Esse é o retrato de uma sociedade doente.

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Foto: Gazeta do Povo

Doente por não tratar os professores com respeito devido, tanto nas salas de aula quanto fora delas. Doente pelo vício do voto errado, de requerer que a corrupção acabe mas de fazer as ações erradas pela erradicação dela. Doente por manter no cargos de representante, pessoas que já provaram incompetência, falta de empatia e nenhuma condição de manter o que chamamos poder para o povo.

Se já é absurdo que pessoas que transmitem sabedoria sejam tão subjugados em geral, o que aconteceu nessa semana é de fazer chorar qualquer pessoa que tenha o mínimo de bom senso – professores que APENAS foram reivindicar seus direitos de cidadãos e tentar assegurar que não mexessem em seu fundo de previdência, principalmente para tapar buracos causados no orçamento por má gestão, foram tratados como lixo pelos que deveriam zelar pela democracia e pelo bem comum.

O pior é que se trata de um conjunto de imagens e ações que se repetem após 27 anos,  quando outro governador utilizou-se de força policial para calar educadores que apenas pediam por melhorias em seus salários e foram recebidos com truculência e violência policial. A entrada deles nos prédios que deveriam ser públicos e espaços para uma incipiente democracia foi impedida, enquanto os que dentro estavam se faziam de surdos aos gritos vindos de fora.

Foi horrível. Foi a segunda vez.

A justificativa (se é que se pode classificar uma barbárie dessa como justificável) do Sr. Carlos Alberto Richa foi definitivamente preocupante. A culpa, que é única e exclusivamente dele, foi jogada nos próprios professores e em “infiltrados” do partido rival que, na verdade, só existe na imaginação e nos sonhos do próprio político. Assustadoramente similar à reação do governador de 1988.

Dentre as vezes que eu tive medo (e até asco) de morar nesse estado, essa foi a pior. Me senti agredida como paranaense, como professora e como jornalista, uma vez que nem os que foram até lá para mostrar a todos a praça de guerra na qual se transformara o Centro Cívico conseguiram se safar dos sprays, gazes lacrimogêneos e cães incitados.

Depois de tudo o que vi, só minha solidariedade a eles não basta. Esta história não pode ser esquecida novamente.

NENHUM DESSES SENHORES PODEM SER REELEITOS.

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