Quem me dera ter a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida. Um amor tranquilo, às vezes, é tudo o que a gente precisa, porque a vida já dá muito trabalho. Sou uma dessas pessoas apaixonadas por viver, mas que dá um trabalhão danado, isso dá.

Um amor tranquilo acalenta a alma e aconchega o coração, energiza, aquece, alivia. Um amor tranquilo traz paz de espírito e enche a gente de esperança de um mundo melhor.

Sorte daqueles que desfrutam do prazer da companhia de um amor tranquilo. Que encontram no outro não a sua metade ou a sua base, mas a inspiração para uma vida cheia de sorrisos fáceis, de pequenos agrados, de grande cumplicidade e de sedes matadas na saliva.

Capturar

Sorte daqueles que, como diria Cazuza, tem sorte de um amor tranquilo, desses que transformam o tédio em melodia. Porque o amor precisa ser leve, vir de dentro, transbordar em um olhar que brilha de tanta felicidade. Um amor que aceita, deseja, quer, anseia. Um amor que não cobra, não menospreza, não diminui.

A sorte de um amor tranquilo transcende a necessidade de posse, de objetificação e de veneração daquele que se ama. A sorte de um amor tranquilo, é mais do que sorte, é maturidade, é consciência sobre si, sobre a vida, sobre o outro. É entender que ninguém pertence a ninguém e que bom mesmo é quando a gente está junto por vontade, por felicidade e por complementariedade. É saber que ninguém nos obriga a nada e que a nossa escolha foi ficar, até quando der.

Não há um jeito certo de viver a sorte de um amor tranquilo, disso já sabemos. Sabemos também que não há espaços para egos inflados ou para verdades absolutas, não há prazo de validade muito menos horário de chegada. Não há qualquer tipo de certeza, mesmo assim, a gente não cansa de desejar.

Ah, quem nos dera saber nome, endereço do nosso amor tranquilo, e que ele viesse com o manual de instruções, pra não se fazer nenhum besteira e deixá-lo escapar. Mas a gente só percebe a sorte do amor tranquilo quando o nosso coração também está tranquilo, mesmo sem ninguém nele. A gente só pode viver um amor tranquilo, quando entendemos que esse amor não depende do outro, mas de nós mesmos. A gente só é capaz de compreender as coisas depois que amadurece e percebe que estar em paz é uma das maiores riquezas que se pode ter e que aí sim, estaremos de fato preparados para ter a “sorte” de um amor tranquilo e viver todo amor que houver nessa vida…

 

Anúncios

2 comentários em “A sorte de um amor tranquilo

Obrigada por comentar.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s