Overdose

Por: Carolina Bittercurt

Era no meio do dia, e eu recebi uma notificação.  Era você! (Se soubesse como meus dedos dançavam sobre o teclado na sua janela, teria me chamado mais cedo). Era você, com sua singela pergunta ” Como vai você! ?” Tão logo respondi na ânsia de saciar aquela saudade que já me corroia.  Meus dedos foram tão mais rápidos que o meu pensar, o suspiro foi tão radical que os pulmões tiveram que pedir socorro pro coração para bombear mais o sangue e o ritmo cardíaco voltar ao normal.

Até aquele momento,  não sabia o motivo da dispensa das nossas conversas. Você era tão viciante, aliás é.  Que não pensei em ficar mais que um dia sem ter pelo menos seu “oi” como um “bom dia”, para começar aquela segunda brava. Mas fiquei!

Alguns dias que CONCLUO foram um pouco sem graças. ( Calma, não tô te jurando amor eterno dentre esses texto), apenas tô traduzindo a falta que suas mensagens estavam causando em mim. A falta é um grande problema, uma doença! Já estava em abstinência. CONFESSO!

A concordata já estava assinada. Por mais que estava certa que poderia resolver isso com o balançar dos dedos. Fui forte. Não fui atrás daquele doce remédio que era jogar sobre você meus problemas matinais. Eu precisava!  Juro, era como se fosse uma libertação. Eu tinha que executar esse plano já criado e até mesmo executado.  Mas todos com missão incompleta, pois todas as tentativas anteriores foram frustradas em menos de 24 horas.

Era certo. Aquela semana, minha viagem, minha ocupação.  Foi tudo esquematizado.  Era pra dar certo. Não tinha como dar erro!  E estava dando certo, já era o décimo quarto dia sem sua dose rotineira. Estava me sentindo limpa. Apesar das recaídas na abertura da sua janela. ( Era tentador, você estava ali, ao apertar do botão. Questão de 3g e wifi. Era certa a receptividade). Mas, fui forte e fechei sem pestanejar.

Entre tantas, você ressurgiu. E logo lá estava eu querendo me saciar. Por mais que eu queria saber o que tinha acontecido durante aquele tempo de dias, que parecia anos. Fui ainda dura e fria. Apenas com resposta das quais era apenas necessárias para responder suas questões.

Dava pra ver sua sede. Você também estava em abstinência. E isso foi SENSACIONAL em saber. Vi ali, que não era só eu que estava com saudade. Suas questões eram claras e brandas. Até perguntar se realmente eu estava bem… ( você pressentiu, que eu estava armada e nadando contra sua maré). Respondi desarmando a minha armadura e a sua.. brincando com meus dizeres de com quem não quer nada.

Você sorriu.

E foi clara, por mais que não estava olhando seus olhos claros. Estávamos nos encaixando como sempre é e devia estar. As trocas de mensagens já davam abertura para o final da tarde. As horas ali já passadas não dava conta de tantos caracteres.

E tão logo seu desespero de poder ter aonde se acolher foi executado com sucesso. Você precisava mais de mim do que eu de você.  Minha teoria de que tudo vai dar certo, era eficaz. E você é a prova disso. Você precisava ouvir isso, mais uma vez. E como você mesmo sabia que eu estava ali me clamou. Sorri naquele momento. Me senti como uma criança quando ganha presente. Foi apaixonante.

Ainda, no meio de todo esse desabafo… eu não podia de perder, minha arte de jogar. A jogatina entre eu e você é bem mais deliciosa que um pote de Nutella. Você consegue esquivar de todos os lados . Até quando eu consigo acertar e ter aquela sensação.  ” Vai lá meu bem, se sai dessa!?” Mas, tão logo você vacinado. SAI desfilando e volta com uma bem pior que a minha.

 

Puta merda, já faz ano.

 

Já houveram promessas, desenredos, problemas, foras, concertos e acertos. Mas apenas, dois olhares foram suficiente para sabermos que talvez somos o que o outro precisa!?

Não digo, amor! (Amor é com o tempo, né? ). Mas sabemos que podemos nos encontrar nos apaziguar no abraço um do outro. Você já sabe a forma que eu escrevo. E até a porra do sotaque do digitar. Como eu sei quando você quer ou não conversar.

O relance do pôr do sol no céu anunciava minha corrida diária. Mas só foi o tempo suficiente pra dizer que eu precisava da opinião completa da sua pessoa sobre um texto que havia escrito. Tipo esse.

Você foi sincero ao ponto de cogitar de quem eu falaria naquele sutil texto. E ainda, completar dizendo que me conhecia o suficiente para arriscar e ainda dizer que : adoraria ler sim um texto o qual trataria de você mesmo e que me apoiaria e que tinha orgulho de ter me conhecido. ( Me diga aonde posso assinar meus votos de fidelidade amor e carinho por você seu lindo!?).

 

Ali te jurei amor eterno, Romeu!

 

Com o balançar, despejei ali mesmo parte do texto já escrito sobre você. “Olhos verdes e costas largas!” Fui correr me sentindo como se tivesse em overdose. Era tanto de você que me convinha, que estava bem comigo mesma. Meia noite já batia na nossa porta. Ainda na mesma harmonia traçávamos rotas de nos ver.

E tão enfim declarei que estava com saudade de você, você retrucou com um também. E foi o basta de um convite de retorno. Um aclamar de volte sempre.

Pois eu digo não precise voltar, apenas fique!

 

 

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