Nossa fé de cada dia

Tentei argumentar em pequenas palavras, algo como referente a fé, vida e sentimentos, mas não queria que fosse como pílulas mastigadas de conceitos de auto ajuda, embalados como remédios e curativos da alma, de forma clichê – ou aquilo que todo mundo diz, sem sua própria essência. Busquei em frios e metódicos dicionários, que me descreveram de uma forma fria e calculada. Também busquei em profundas poesias, me encontrei por lá, mesmo um tanto romantizada e incompatível com a realidade vista, há poetas. É complicado descrever, construindo em pequenos versos de um eu, do que se pensa e acredita das maiores ficções à uma realidade aumentada.

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Fé é acreditar que diante das turbulências diárias há algo bom, diante de todas as mazelas encontradas nas esquinas habitáveis. Compreender em um processo de resiliência, inspirados na continuação diária de que haverá sempre dias melhores, com gosto de café e tortas de maça. Não adentrando no quesito/conceito de espiritualidade, entendendo que somos muito pequenos nessa existência terrestre, mas sim, de ter fé na vida, nos dias, nas pessoas (mesmo que muitas das boas ações sejam holofotes zuckerbergnianos, repletos de selfies filtrados), há tanta coisa boa por aqui.

Fé é observar significações diárias que nos façam acreditar em miudezas que nos provoquem e nos faça refletir diante das tarefas programadas, como cheiro de mexerica na mão, o olfato nos traz sentidos, abraços inesperados, pequenas situações que não são tão importantes em mercados monetários. O que acontece é que quando algumas situações conflitantes acontecem na nossa vida, perdemos a fé e é dificil restaurar em um momento doloroso, eu já não sei os motivos dessa tua dor, de um coração avolumado que não cabia no corpo, hoje, bate apertado, meio tímido, acanhado. Não sei os motivos, mas já vivi de forma parecida, acredito que todos nós, pobre desses corações que sofrem de forma intensa, não é? Acredite, o mundo é desses pobres e verdadeiros sonhadores. Mas cabe a ti decidir sobre as circunstâncias que a vida nos oferece.

Depois de desaguar em mar essas lágrimas, você precisa se reidratar, de pequenas ou grandes essências, cabe somente a ti preencher essas erosões que nos fragilizam. Você não esperava, não é? Mas deixa eu te contar algo, a vida continua e depois de você chorar (não camufla, não! A tristeza também nos traz aprendizados), abre esse teu sorriso e perceba como há tanta coisa bonita escondida por aí. Eu sei que é mais fácil dizer (e olhe que foi dificil até para mim, escrever isso aqui), e que soa de forma clichê mas o tempo é perfeitamente sábio. Você só precisa estar aberto para coisas novas, já leu aquele livro? Se espiritualize, corra, vai na casa de uma tia, cria um novo hobbie, organiza as caixas do guarda roupa. Viaja, vai em um hospital e na vitrine da tua face estampa um sorriso, mesmo que forçado, porque a tristeza não pode fazer morada por muito tempo dentro de nós! Mesmo que não se perceba, sempre estamos recomeçando. 

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