Das coisas que me interessam

Eu nunca gostei de estar com alguém por medo da solidão. Companhias vazias não me interessam e minha própria solidão é muito mais completa do que estar com alguém que não faz meu coração bater mais acelerado ou que não me faça cócegas no estômago. Me assusta essa necessidade louca das pessoas terem que estar com alguém porque senão, parece que nada tem graça. As vezes acho até meio doentio.

A vantagem de ter passado a maior parte da vida sem namorar é que você aprende a ver que se sentir completo é algo que tem muito mais ver com você, do que com qualquer outra criatura no universo.  Se sentir completo é estar feliz com o que se passa dentro de você, dentro de cada pedacinho seu, até chegar na sua essência. Ser completo não tem e nunca teve a ver em se encontrar no outro.

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Quando você aprende isso, percebe que o mais importante de tudo amar aquela pessoa exatamente que você é, cheia de defeitos, rabugentices e manias. E quando você percebe que se ama, e que se ama muito, não se satisfaz mais com essas superficialidades dos relacionamentos vazios, desse apego pela conveniência de que é melhor estar mal-acompanhado do que só.

Não é questão de ser exigente, sabe? É questão de poder tirar as máscaras e de deixar fluir. De poder ser na presença do outro a mesma pessoa que se é sozinho, com os amigos, com os mais íntimos. Me apavora a ideia de precisar interpretar alguém legal dentro das expectativas de alguém pra conquistar, para que o outro veja logo que você é quem ele estava sempre procurando e ó: achou, não precisa mais procurar, vem aqui unir a sua solidão com a minha. Não, não, eu preciso de mais…

Não me interessa gente que precisa se maquiar de hábitos, piadas prontas e bom humor forçado. Não me interessa quem se veste de coisas , roupas, gostos e gestos só porque todo mundo faz ou porque é assim que impressiona.

Me interessa gente de verdade. Que tem qualidades sim, mas que também tem defeitos e que não tem vergonha de mostra-los. Gente que sabe que erra, mas que errar não é problema, a gente pode consertar depois. Gosto de gente que fala, que expressa, que transborda pelos olhos a alegria que traz na alma, na vida. Gente sem vergonha, que não tá nem aí pra essa coisa de certinho, porque é “melhor”.

Nada menos que isso me importa.

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