Um momento de fé

Estar de volta aquele lugar de onde nasceu, onde cresceu até uma certa idade. O lugar onde sua família morava e onde tinhas suas melhores lembranças de infância, muito do que aprendeu na sua vida começou ali. Era nostálgico, sempre seria um pedacinho do lar em seu coração, mas não sentia-se mais em casa. Não pertencia mais àquela realidade queria compreender tudo o que se passava em sua mente e em seu coração. Era costumeiro ser confusa, mas estava mais do que o normal, onde seria o seu lar? Onde seu coração estaria? Até onde ela não sabia sobre seus sentimentos?

Deixava tudo isso de lado, lembrando-se das brincadeiras de rua, do caminho que fazia a pé até o ballet, de como era as antigas casas de suas avós… Os domingos brincando com seus primos, correndo pela casa de uma das avós. Os banhos de chuva correndo pelo quintal e até mesmo todas suas amigas brincando na piscina de sua casa. A escola, suas professoras, parecia que tudo aquilo tivera acontecido num passado muito distante, porém só faziam 12 anos.

E agora, pela primeira vez em todos esses anos não via a hora de voltar para sua casa, para sua outra cidade, outra vida, aquilo que chamava de atual realidade.

O carro ainda em movimento, a chuva ia parando e o Sol surgindo, “Sol e chuva, casamento de viúva”… As gotas ainda estavam na janela, passava agora por uma pequena igreja, meio que por reflexo fez o sinal da cruz… Outro pensamento voltou a lhe perturbar, nunca falava sobre Deus, nem naquilo que acreditava… Mas voltando para aquele lugar sentia-o tão próximo de si, antes de dormir, quando orava era como se falasse com um velho amigo, não tinha segredo. Isso começou a pesar, porque perdeu a fé? Porque deixou de acreditar? Não havia motivos para isso, então quando sentisse a necessidade, mostraria no que acredita…
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Estava ali, aquele que chamavam de Deus, mas que tinha tantos nomes, ao seu lado, lhe ajudando nas horas difíceis  quando chorava todas as lágrimas que tinha escondida, ele era o único que a via. Principalmente em seus momentos de insônia…

Maldita insônia, vem tira o meu sono… Me deixa acordada no meio da noite, em uma cama sozinha, olhando pro teto… Nesse momento junto as minhas mãos e falo baixinho com Deus, imploro pra ele não me deixar chorar, mas antes de terminar a frase a primeira lágrima já molha a minha face… Sono, porque não voltas e me deixa sonhar?

Maldita ilusão, que me faz ir até onde quero chegar… Me deixa feliz por um belo momento, mas depois de surpresa me tira do mundo perfeito. E lá vem novamente a insônia a me provocar…

Maldita seja a intuição, que desta vez me acordou num pulo…

Acertou até o dia, agora só falta realizar o que o sonho dizia… Não será surpresa se a causa dessa insônia, dessa ilusão e dessa intuição for real um dia.

Durante aquela noite, antes de fechar os olhos pra dormir lembrou de uma frase: “O pai vai colocar em teu caminho suas promessas” e dormiu mais tranquila, pelo menos por um tempo.

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