O Doce Abraço

Leia ao som de: You and I – Lifehouse

Lá estava mais uma vez em seus sonhos, fazia tanto tempo que não sonhava com Sebastian, no início até estranhou. Mas aos poucos foi retornando aquela familiaridade, a intimidade que a deixava leve e solta. Era apenas ali, em sua mente, enquanto dormia que existia a possibilidade de olhar em seus olhos, receber aquele abraço apertado, ouvir broncas em tom de piadas. E enfim tinha a chance de passar um tempinho com aquele que a compreendia tão bem.

Sentia uma certa necessidade de pedir para ele deixar de mimimi e aparecer na vida real dela, como há meses não aparecia, só para ter a chance de dizer que hoje acredita que a maior burrada que fez foi dizer adeus. E quem sabe tomar coragem para pedir que ele cuide dela, porque ninguém até hoje conseguiu fazer isso e ele faz tão bem, mesmo longe, mesmo só em sonhos e mesmo em poucas palavras escritas na tela de um computador.

Essa garota não é egoísta a ponto de esquecer o que dizer tudo isso significaria para ele. Verônica não podia de jeito nenhum ser assim tão mesquinha, não quando se tratava de Sebastian. Por isso continuava ali curtindo aqueles momentos de cuidados em seu sonho. Pelo menos em algum lugar ela poderia se dar ao luxo de não ser solitária.

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O problema estava ao acordar e relembrar cada cena daquela ilusão noturna e saber que não era real. Que durante todo o restante do tempo estaria enfrentando a vida sozinha, sem nenhum direito a um ombro para quando tivesse necessidade de chorar. A escolha dessa vez não foi dela, isso era obra do destino. Verônica tinha certeza que isso fazia parte do seu carma. Só que isso não a impedia de passar o dia com humor de paisagem, ou seja, sem saber o que estava sentindo, nem feliz, nem triste, era aquela coisa de respirar e viver mecanicamente.

Mesmo assim, sem poder dizer sobre o sonho ou seus desejos, apenas ligou o computador para deixar um “como você está? “em forma de recado para Sebastian. Isso já deveria ser uma forma de dizer meio que escondido que lembrava dele e que sentia sua falta e que mesmo assim a situação ainda não tinha mudado, ela queria conquistar o mundo e ele estava preso em um lugar. Só poderia dar certo mesmo naquele período em que se embalava no sono. No demais, ela voltaria a viver segurando o choro e aguentando firme sem ele e sem ninguém que cuidasse dela.

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