Mudanças

O tempo passava rápido de mais, as pessoas mudavam a cada segundo. Porém ás vezes Manu sentia-se como se ela continuasse a mesma e nada acontecesse em sua volta. Ela agia como um espelho, refletindo as ações e situações. Nos últimos dias algo havia mudado, ela continuava agindo aquém dos acontecimentos no seu circulo, mas ela sentia-se leve, solta, feliz. Era como se aquele leão tivesse despertado, ela queria tudo ao mesmo tempo, curtia os momentos, divertia-se e não se prendia. Em certos momentos não pensava, apenas agia e deixava que o vento fosse a levando pra onde tivesse que ir. O destino faria que o que tivesse pra ser fosse.

Manu estava satisfeita com essa nova fase, já não era mais depressiva e muito menos autodestruidora. Sentia até um pouco de orgulho, mas em uma noite, algo a fez pensar em coisas que não pensava há muito tempo. Lá estava ela naquele local que evitada por tudo, rodeada por pessoas que ela desconhecia e as que conhecia adorava. Estava se divertindo e aproveitando, mas por um momento memórias vieram a sua mente, ela parou por alguns segundos e apenas esqueceu do que acontecia a sua volta.

De volta ao seu mundinho sentiu um pouco de ânsia, o estômago girava, e poderia arriscar a pensar que sentiu os olhos ficarem um pouco molhados. O coração disparou, e Manu não conseguiu compreender e muito menos entender quais eram esses sentimentos confusos na sua cabeça. E nem o que esses reflexos significavam. Abriu a boca de sono, pra disfarçar uma pequena lágrima que queria sair. Abriu o primeiro sorriso quando contaram qualquer fato engraçado e então se lembrou da promessa de que aquilo já estava enterrado e nada mais existia além daquela nova leveza e felicidade.

Durante o restante da noite não se preocupou com os assuntos, ou com a ânsia e muito menos com lembranças. E isso a deixou satisfeita e orgulhosa de si mesma, havia aprendido a bloquear sentimentos. Estava mais perto do seu objetivo do que imaginava.

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Uma música começou a tocar,  a jovem levantou e foi dançar. Esquecendo-se do que tivesse em sua mente e deixou que a melodia a guiasse e que o vento a deixasse com a sensação dos pés flutuantes. Queria que a noite não terminasse, mas foi para casa, tinha que trabalhar no outro dia. Colocou um velho camisetão, pegou seu urso preferido, arrumou a cama, fechou os olhos e então tudo se foi, em menos de um segundo.

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