E quando caímos nos nossos abismos, diante de uma fuga incontrolável de ser ou não. Quando buscamos ser livres, presos em nossos conflitos internos. É preciso respirar e se aliviar de tantos sobrepesos em nossos dias. Crescemos norteados de padrões, de responsabilidades, de obrigações programadas, não só pelo eu, mas por um conjunto! Sim, são escolhas, claro e obviamente. Nossa constante obrigação de cumprir horários e responsabilidades, vamos nos sobrecarregando, carregando em nossos ombros um mundo particular e de tantos outros. Com isto, vamos guardando nossos problemas também, como bichos de estimação, alimentando os com falsas expectativas, angústias, choros tardios, vão crescendo e não nos damos conta quando perdemos esse controle, nestes extremos, fugimos em exagero, bebemos, comemos, choramos, rimos demais, como um grito desesperador em detalhes. Em uma sociedade que preza o não ser fraco, talvez, ainda de uma característica instintiva, que o mais forte sobrevive na selva.

Quando chega nestes extremos limites, restaurar o lado ‘bom da vida’ se torna um tanto difícil. Quantas pessoas (ou até nós?) resmunganas, raivosas, que sempre encontram motivos para reclamar. Tenho quase que certeza, que essas pessoas deixaram acumular sentimentos ruins, foram se sobrecarregando de responsabilidades, deixaram um tanto de lado aquilo tudo que gostavam ou gostariam de ser. Ainda que bobos, nossos sonhos nos fazem ser pessoas melhores.

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É necessário se esvaziar, seja de ideologias, de cobranças, de culpas, evitar discursos de ódio e de ter orgulho que apesar de tudo isto, é possível ser leve, caminhar diante de tudo isso com um sorriso estampado, não como camuflagem, mas por resinificações importantes, talvez o ‘ser forte’ se instaure aí, nas tempestades dos dias.

É preciso se  desafiar, buscar algo que  motive, uma forma de provar as próprias limitações, refletir sobre os  dias, a forma como se vive, as decepções,  caminhar com perguntas formuladas e respostas sem definições certas.

Como uma simbologia e deixar tudo para trás, um baú guardado no passado, um ponto de começo, um novo, esquecendo todos os eras e um possível talvez. Existem inúmeras formas de ressignificar e segurar os forninhos da vida, talvez seja isso, se desafie. O que poderia lhe ajudar? Qual o sentido da sua vida? Reaprenda a sorrir, medite, esvazie se e orgulhe se de poder caminhar de forma leve.

Nós e nossos extremos.

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