Era uma terça-feira comum, bem ensolarada, o clima de primavera. Beth estava deitada em um banco do parque no horário de almoço lendo um livro. Estava meio encantada com aquele mundo que descobria nas páginas. Chegou até a grifar algumas palavras que achou bonitas, outras que a fizeram lembrar-se de algum amigo.

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Olhou para longe e viu um grupo de jovens tomando chá gelado em baixo de uma árvore e dando risada. Sentiu um pouco de saudade dos amigos que tinha deixado longe, mas não deixou que isso a afetasse. Apenas pegou o celular e mandou um SMS para seu melhor amigo dizendo que sentia falta dele. Viu que já era hora de voltar para o estágio, então fechou o livro, o guardou na bolsa e foi enfrentar aquelas ruas movimentadas para chegar até a galeria.

Passou a tarde aprendendo um pouco mais sobre obras restauradas. Vendeu alguns quadros de novos pintores e escreveu um artigo para uma revista especialista em arte. Saiu com o pessoal do trabalho para relaxar e depois voltou para o campus, tinha mais duas aulas da pós-graduação e não poderia perder. Estava bem cansada, mas mesmo assim se esforçou o máximo para compreender o que a professora explicava e até mesmo participou com suas observações dos debates.

Já era bem tarde quando Beth chegou a seu apartamento, mas ela precisava de um tempinho para relaxar. Começou a encher a banheira, ligou um som, fez o jantar e quando terminou de comer pegou o livro e foi para a banheira. Terminou as páginas que faltavam, sorriu com o final triste do livro. Não era o que esperava e por isso mesmo gostou, ela não gostava de nada que fosse óbvio. Cantarolou um pouco enquanto penteava o cabelo e colocava o pijama.

Antes de ir para a cama pegou mais um livro, leu mais um pouco. Sua mente precisava descansar. Pensou em como aquele dia foi tranquilo e agradeceu muito a Deus por isso, não poderia ter tido um dia melhor.

Virou para o lado na primeira tentativa de dormir, o celular começou a tocar era um número desconhecido, quando foi atender desligaram. Tentou novamente pegar no sono e quando estava quase dormindo o celular voltou a tocar, era o mesmo número, desta vez foi mais rápida e atendeu. Ao falar alô não teve nenhuma resposta, repetiu e nada. Só ouvia uma respiração e mais nada. Sabia quem era do outro lado da linha, imaginava o que provavelmente escutaria, porém desligaram antes de falar qualquer coisa.

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