Sim, quase todo mundo já sabe que a mafagafa aqui será mãe novamente. Já tenho o Enzo de 1 ano e 7 meses, e daí vem Deus e nos abençoa com mais um mafagafinho (a). Mas o texto de hoje não é só para contar essa notícia. O texto de hoje é para dividir com vocês como tem sido a experiência de encarar a gestação / maternidade pela segunda vez.

Eu sempre escutei muitas mulheres dizendo que “nenhuma gravidez é igual a outra”. Enquanto eu só tinha o Enzo achava isso balela, até porque gerar o Enzo foi tão tranquilo, algo tão descomplicado, que no fundo eu jurava que TODA gravidez seria igual.

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Mas para provar que eu estava totalmente errada, eis que chegam os primeiros sintomas. Enjoos, náuseas, estresse e até dor de dente! Mas pera lá, eu não tive nada disso antes. (Tudo bem vou sobreviver, pensei eu…). Passaram-se algumas semanas de gestação e lá fui eu para o primeiro ultrassom. Resultado: Descolamento de placenta! (Eiiii, pera! Como assim?! Eu não tive isso antes!). Respiro fundo, sigo as recomendações médicas… e sobrevivo mais essa.

Fora que além de todas essas surpresinhas, também tive que contornar as opiniões alheias: “Nossa como assim, outro filho? Você nem esta trabalhando fixo. Freelancer não dá estabilidade”. Ou então: “Nossa, cuidado pra não engordar que nem na primeira gestação , se cuida, você é jovem, tem um rosto tão bonito”. (Puta que pariu).

Quem me conhece sabe que tento ao máximo levar tudo na esportiva! E embora eu seja muuuito medrosa, ainda mais com situações relacionadas à saúde, eu ainda assim tento ser otimista. Mas daí eis que chegam as 18 semanas de gestação (oba estou numa zona de segurança agora, sem riscos… penso eu). Faço uma nova bateria de exames e para minha surpresa minhas plaquetas estão baixíssimas! O valor de referência mínimo considerado normal no exame é de 150 mil e eu euzinha estou apenas com 58 mil.

Me consultei e o médico diz tudo aquilo que eu QUERIA e NÃO QUERIA escutar. Primeiro que o bebê esta super bem, desenvolvendo normalmente, crescendo com saúde, batimentos ótimos. E depois que, a queda brusca de plaquetas acabará de me “promover” a uma gestação de alto risco. (Chorei por três dias seguidos).

O problema das plaquetas baixas é a difícil coagulação sanguínea. No caso de um acidente, ou um possível novo descolamento de placenta, ou até mesmo na hora do parto, as chances de que meu corpo consiga se recuperar de uma hemorragia (por conta) sem interferências médicas (tipo transfusão), são mínimas.

Lógico, HÁ tratamento! E eu logo descobrirei qual será o indicado para mim. Em breve passarei por um Hematologista – (Este médico é o especialista em patologias relacionadas ao sangue). E então eu saberei qual caminho traçar. Fora que já estou sendo acompanhada por três obstetras… É consulta praticamente toda semana.

Neste meio tempo tenho me apegado a Deus, as poucas AMIGAS que realmente se preocupam comigo, à minha mãe, ao Enzo e ao meu esposo. E na torcida para que tudo isso passe e que o nosso segundo amor venha CHEIO DE SAÚDE!

Por fim percebo realmente que nenhuma gestação é igual a outra. Peço que você antes de julgar qualquer gestante por “frescura” tente entender o que realmente está acontecendo. E pra finalizar, algo que sempre ressalvo em meus textos… Faça para o outro aquilo que você deseja que façam para você!

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