Me formei em jornalismo há 2 anos. E desde o tempo da faculdade prometi a mim mesma que jamais pararia de atuar na profissão. Como sempre fiz estágio, desde o primeiro período da faculdade, fui criando uma responsabilidade muito grande e um compromisso profissional que não poderia deixar “apagar”. Consegui cumprir isso até me formar. Em todos os anos de curso não deixei de atuar um dia se quer no jornalismo. Passei por assessoria, por jornal impresso, por edição impressa, por revista impressa, revista eletrônica e terminei minha saga de estágios atuando no radiojornalismo… Minha grande paixão!

Nesse meio tempo eu ainda fazia alguns freelas (na época não entendia bem a importância disso), mais armazenava tudo como experiência. Sobrevivi anos com a bolsa estágio, e embora o retorno financeiro não fosse dos melhores, garanto que as experiências que vivi e a convivência com os profissionais que tive, encheram a minha conta… Ou melhor dizendo, a minha bagagem de oportunidades!

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E então, por sempre defender a atuação no jornalismo eu não entendia como que tantos estudantes, depois de formados, não entravam no mercado de trabalho. Eu até pensava: Ah, não entram porque não fizeram estágio… Ou então, não entram porque não há oportunidade. Bem, uma coisa é fato: as oportunidades na área de jornalismo são poucas. O reconhecimento sobre a profissão ainda é mínimo considerando tamanha sua importância para a sociedade. Mas percebi que este não é/era o único motivo pelo qual os recém-formados não estavam no mercado. Vi que as circunstâncias da vida também eram motivos.

No último ano de faculdade engravidei do Enzo. Já era difícil conciliar casa, estágio, marido e faculdade. E então sou presenteada com a gestação. Que luta. Sobreviver ao TCC , a banca, as provas finais, ao calor insuportável de dezembro, a ansiedade da formatura, e ainda com um barrigão de 6 meses. Mais deu certo! Foi então que sai do meu estágio da rádio e passei a me dedicar a minha mais nova profissão: a de ser mãe.

Engraçado que para esta profissão eu não precisei estudar tanto. Nem mesmo estagiar. A experiência veio com o tempo. A confiança veio com as experiências. E o resultado disso foi que ganhei meu diploma: mamãe de primeira viagem. Foi aí que percebi que sim, existem outras razões que nos impedem de atuar na nossa profissão… E na maioria das vezes pode ser a melhor razão.

Enzo nasceu, me programei, me preparei e pensei: É hora de voltar à ativa! Comecei a distribuir vários currículos, fiz várias entrevistas, bati e tive a porta batida em várias ocasiões. Passei por pessoas que nem se quer me deram a chance de tentar. Que fase! Quase desisti. Mas então começaram a me surgir freelancers (e agora sim entendo como eles são importantes). A Revista Nova Fase me abriu as portas em Cascavel. Depois vieram duas assessorias. O Ninho que nunca me fechou espaço… E fui vendo que poderia sim atuar dentro das minhas possibilidades. Fui até ganhando fôlego para correr atrás do radiojornalismo… Mas, então Deus me presenteou outra vez: O Enzo terá um irmãozinho ou irmãzinha.

Tudo bem, penso eu. Não faz mal. Só eu sei a alegria e força que o Enzo trouxe para minha vida. E com o novo baby, será força em tamanho dobrado. Só que nesse meio tempo vem pessoas “queridas” dizer: – Porque você se formou se não vai atuar? Nossa, você estudou tantos anos pra virar dona de casa? Desse jeito você nunca será uma jornalista famosa! Vê se não arruma mais filho, porque freelancer não faz carreira e nem traz estabilidade.

Quer saber? Sou famosa sim! Dentro da minha casa sou eleita pelo meu esposo e pelo meu filho a melhor jornalista mamãe do século. Estudei para me qualificar e por coincidência tive a sorte de me tornar uma dona de casa, e que por sinal de qualidade também. E quem disse que freelancer não faz carreira? Estou atuando dentro das minhas possibilidades e tenho orgulho disso.

Este texto leitor (a) serve para você! Por quantas e quantas vezes passamos a maior parte do tempo tentando provar coisas? Tentando provar que somos capazes. Isso cansa. Isso degasta… E acredite, não é nossa obrigação. Você não precisa provar nada para ninguém, até porque as pessoas que te conhecem te reconhecem. As que acreditam em você de tão chance. E as outras que torcem por ti vibram com suas conquistas. É fácil identificar. A gente é que complica tanto.

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