A personagem tinha sempre o costume de questionar tudo. E quando não acreditava em algo, preferia viver no seu próprio mundo. Não era muito de sair de casa, lia muitos livros, via pelo menos cinco filmes por final de semana e se dizia viciada em seriados e animes. Porém o tempo passou e com ele começou a faltar tempo para suas coisas preferidas, além disso, ela descobriu que sair um pouco às vezes a deixava mais relaxada do que ler um bom livro.

Ela também tinha costume de observar o mundo e escrever sobre ele, criava mil histórias em sua mente, não as dividia, mas gostava de criá-las. Ahhh, andava engraçado, era desastrada e parecia que dançava o tempo inteiro.

Porém, sempre tem que existir esse tal de porém, um dia surgiu uma nova rotina. E como essa coisinha chamada rotina mudou sua vida. Agora não dormia muito bem, não tinha mais tempo para os questionamentos, livros, filmes, sair e nem criar as histórias. Começava a tentar criar um cronograma do dia-a-dia pra poder ter um minutinho para cada coisa no decorrer da semana, mas não conseguia. Foi então que como todo ser humano começou a viver meio que em um modo automático. Não questionava mais nada, apenas fazia o que tinha que ser feito, para ser gente grande e “se sustentar”.

Agora começava a perceber que era mesmo mais uma formiguinha comandada pela rotina, que trabalhava e nada mais. Onde foi parar seus sonhos? Seus ideais e até mesmo sua própria personalidade. Ela que sempre gostou de ser ela mesma, de ter a personalidade própria e de ser diferente agora era igual a todo mundo. Mas o que fazer pra voltar a ser a pessoa que era antes? Ainda mais sem tempo…

rotina

Essa personagem hoje é escrava da sua própria rotina e sente-se irritada por isso, só que não tem muito o que fazer. Não nasceu rica pra poder escolher muito bem o que quer, ela precisa trabalhar pra pagar as contas. Pra ter uma casa própria, um carro, quem sabe viajar pelo menos uma vez por ano e ter todas aquelas bobagens que na televisão parecem ser incríveis. E quem é essa personagem? Ela poderia ser qualquer um, a Maria, Joana, Carolina, Serafina e Sebastiana. Ou talvez o João, o Marcelo, Rafael, José ou até mesmo o Pedro. Não importa o seu nome, apenas que a tal da rotina a escravizou e a fez perder seus sonhos.

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