“O mundo vai acabar e ela só quer dançar… O mundo vai acabar e ela só quer dançar, dançar, dançar” – Natasha – Capital Inicial.

Depois de tantos amores mal resolvidos, de histórias inacabadas, de emoções escondida e tudo mais que ela tinha existido. Então pela primeira vez Vitória sentia-se livre, havia libertado de alguma forma daquilo que a prendia no mundinho no qual se escondia. Agora ela estava lá escutando sua banda favorita e relembrando de tudo o que estava vivendo nos últimos dias.

De todas as músicas que tinha ouvido Natasha era a última que pensou que se identificaria, porém nesse momento novo de sua vida era exatamente como se sentia. Claro, sem as drogas, cigarros e bebidas. Mas ela estava assim, só queria dançar, o mundo podia literalmente acabar, que ela não sairia da pista de dança. Voltava pra casa só depois do dia amanhecer, cheia de bolhas nos pés, cabelos bagunçados e maquiagem borrada.

Nos últimos meses mudou de cabelo mais do que trocava de roupa, estava a procura de quem seria nessa nova fase que queria começar e que estava colocando em prática. Agora parecia que finalmente tinha se encontrado, não só na aparência, mas também começava a entender quem esperava ser daqui para frente.

Toda mulher passa por várias crises ao longo da vida, a tal da crise dos vinte e poucos, dos Inta, dos Enta da meia idade e por ai vai. Ela poderia começar a ter a crise dos vinte, mas em uma conversa qualquer percebeu que isso não aconteceria com ela, afinal ela tinha passado por essa crise já fazia um tempinho. E agora queria curtir ao máximo o que vivia.

Exatamente por isso sentia-se confortável, livre, feliz e também se identificava com uma música que falava sobre uma jovem que vivia intensamente cada momento como único, se arriscando na vida sem medo.

E assim pretendia ser por essa nova vida e pelas de mais que apareciam. E todos torciam pra que ela fosse assim, pelo menos aqueles que estavam por perto sim, só queriam ver aquele sorriso estonteante que iluminava o mundo e queriam que ela só parasse de dançar quando o mundo dela acabasse de verdade.

Saiu do quarto e foi correndo até a piscina onde se jogou sem medo algum, seus amigos riam e brincavam. E ela sorria cada dia mais…

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