A noite anterior foi um pouco estranha, teve muitos sonhos com acidente. Seu inconsciente tentava entender como escapou sem nenhum arranhão, mas como os médicos falaram, acreditava que era um milagre.

Mesmo cansada por mal conseguir dormir levantou, tomou o café e foi andando até a capela da igreja. Ela queria poder agradecer por tudo o que tinha acontecido. Enquanto orava baixinho sentia como se tivesse alguém a observando, olhou para todos os cantos e não viu ninguém. Então achou que deveria ser mais uma peça de sua mente.

Saiu da igreja e passou em uma lanchonete para tomar um café, queria voltar para as aulas, mesmo que as orientações do médico fossem para que ela tirasse um tempo para descansar, afinal poderia ter algum estresse pós-traumático. A menina era teimosa e não iria ficar em casa sem fazer nada, sentia uma necessidade de palco. Então a faculdade era o melhor caminho.

Chegou para a primeira aula e sentou-se um pouco afastada dos colegas, percebeu que todos a olhavam de uma maneira estranha, isso a incomodava, mas continuou sentada esperando pela professora. A aula passou rápida e logo veio o intervalo, foi para debaixo de uma árvore e observou os grupos de alunos se formando. Não seria a primeira vez que se sentia estranha no meio de tudo aquilo, mas pela primeira vez sentiu-se sozinha.

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Estava cogitando levantar e voltar para casa quando um rapaz de cabelos nos ombros e bagunçado aproximou-se dela. Logo ela olhou para aqueles olhos verdes esmeralda e sentiu que já os conhecia de algum lugar, porém não se lembrava de ninguém com aquela aparência. Ele perguntou se poderia sentar-se ao seu lado, ela apenas balançou a cabeça como uma forma de dizer sim.

Os dois ficaram ali em silêncio, um fazendo companhia para o outro. Ela achava estranho e engraçado o fato de ele estar ali ser de certa forma familiar, era como se aquele homem sempre estivesse por perto ou então ao seu lado.

Pensou em tentar puxar alguma conversa, mas só o fato de estar um ao lado do outro era reconfortante que sentiu medo de estragar o clima, então continuou em silêncio.

Ele olhou para ela e sorriu, ela retribuiu o sorriso e assim ficaram durante um bom tempo, até que o sinal tocou e ela falou que agora teria que voltar para a sala de aula. Ele então sorriu mais uma vez e apenas falou para a menina que mais tarde os dois se reencontrariam. Ela foi para a aula se perguntando como aquele rapaz iria encontra-la mais tarde, como isso aconteceria. E nesse momento sentiu algo diferente, um frio na barriga que nunca antes havia sentido. Ela pensou então que ele poderia ser o seu novo amigo.

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