Abri a janela empoeirada, uma brisa suave e fresca, com aroma de terra molhada, soprou para dentro. Respirei fundo enchendo os pulmões de esperança: um novo começo.
Eram cerca de 19h, o sol ainda brilhava forte e podia se ouvir pelos corredores os gritos felizes e esganiçados de uma pequena criança, sugerindo insistentemente onde colocar cada um dos seus poucos brinquedos e móveis. Do alto dos seus 3 anos de idade, decretou, “eu vou dormir com você e te cuidar, mamãe!”

Uma casa simples, com poucos e pequenos cômodos, todos do tamanho perfeito para as duas novas habitantes. Dividiriam o quarto conforme prometido pela pequena Valentine, onde nenhum monstro poderia se esconder debaixo de suas camas ou dentro de seu armário. A sala ficaria com alguns brinquedos, duas cadeiras e uma mesa de escritório antiga, repleta de documentos, planos mirabolantes e desenhos de um futuro que estava sendo posto em prática. Na cozinha, apenas a pia decorava a vastidão de azulejos amarelados pelo tempo.

Debaixo dela, um baú guardava os poucos utensílios das duas moradoras.
Poderia parecer pouco, mas um universo inteiro estava sendo criado para as duas, cheio de possibilidades.
Ano novo, vida nova.
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