Algumas coisas estão acontecendo e sinto como se não soubesse ou se não fizesse parte delas. É uma coisa muito estranha, ainda mais com essa sensação que não passa por nada, começa com um aperto no peito, um arrepio gélido subindo pela espinha, uma voz dizendo algo que não sei definir. As lágrimas pedem para sair, mas por mais que eu tente não saem. Sinto uma vontade de gritar, mas quando abro a boca nenhum ruído sai.

Penso em um milhão de coisas, o que poderia ser que me causa isso nos últimos meses? Às vezes some e do nada volta. Bate um desespero, aquela vontade de sair correndo, sem destino, de sumir ou simplesmente não mais acordar. O que é isso? E por que surge do nada? E esses pesadelos que insistem em tirar o meu sono? E os pensamentos pesados que tomar conta de minha mente? Nenhuma das perguntas tem resposta, e já estou tão cansada dessa indefinição, dessa incerteza, da insegurança que bate com todos os questionamentos.

Tenho evitado escrever, a cada dia mais, algumas vezes por falta de palavras, outras por não saber por onde começar, em outras por não saber como colocar tudo isso no papel. Ou simplesmente porque prefiro guardar esse mundinho estranho dentro de mim, não quero que ninguém saiba o que se passa. Medo, no fundo é isso, tenho medo, sou covarde. Covarde de mais pra dizer tudo o que tem que ser dito. Covarde de mais pra tomar uma atitude, pra agir, pra tomar decisões e me prender de vez ou me desprender.

A falta de controle do que me cerca deixa-me ainda mais reclusa, tenho cada vez mais me trancado em meu quarto longe do mundo. Poderia dar mil motivos para isso, mas o que mais me prende aqui é o cansaço de sempre estar errada, de minha opinião não ser aceita, assim como minhas escolhas, minhas opções, minhas vontades. Cada dia mais sozinha, mais perdida.

Talvez eu devesse jogar a toalha de vez. É desistir de tudo, estudos, família, amigos, diversão, trabalho, sonhos, vontades, amor… Não sei explicar, mas sinto como se nada disso pudesse ser meu, como se não pertencesse aqui.

No fim as lágrimas caíram, escorriam lentamente pelo meu rosto, chegavam a minha boca me lembrando daquele gostinho salgado. E a dor continuava a me matar por dentro.

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