Dia Nacional da Poesia

Ouvi dizer que a data do Dia Nacional da Poesia mudou em 2015, (o que eu particularmente acho uma grande sacanagem, com o antigo “homenageado”) porém não importa, vamos celebrar nos dois dias – teoricamente a data foi para 31/10, data de nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade e não no dia do nascimento de Castro Alves. E conhecendo a biografia e respaldada pelo tempo de estudo a respeito da vida e da obra do itabirano, ele, que recusou até ser considerado “imortal” da Academia Brasileira de Letras, acharia supeeeeeeeeeeeeeer legal que trocaram a data desse jeito, pode apostar.

Dito isso, percebo também que nem sempre falar sobre poesia é fácil. Se você acha difícil escrever um poema, imagina falar sobre… (pare esta leitura e vá no google procurar o poema, “A procura da Poesia”, de Drummond, agora leia, depois volte aqui, por favor) outra coisa que incomoda quem escreve é ter que explicar o que o poema quis dizer… oi? não! Olha o que a própria Hilda Hist, minha “ídola” disse a respeito disso, em uma de suas crônicas: “É triste explicar um poema. É inútil também. Um poema não se explica. É como um soco. E, se for perfeito, te alimenta para toda a vida”.

Então, a sugestão para celebrar o dia de hoje, foi falar sobre os poetas que eu gosto. Só nesses primeiros parágrafos e sem falar diretamente de algum, já mencionei vários.

Bom, não é tããããão simples também. Foram muitos os poetas que me conquistaram e mesmo que Carlos Drummond de Andrade encabece a lista, o gauche ainda é seguido de perto por vários outros.

Mário Quintana, por exemplo, me inspirou com seus (meus, nossos) passarinhos, bem antes de Manoel de Barros, que soube que fala com eles também. Do mesmo modo, Vinicius de Moraes, que no poema A um passarinho, acabou por dar origem a entrada deles em minha vida e meu primeiro livro de… poesias.

E quando, nas aulas de literatura hispano-americana conheci os poetas no idioma de Cervantes. O uruguaio Mário Benedetti, sem a menor dúvida é meu líder absoluto. Foi após a faculdade de Letras, Português Espanhol que conheci Jaime Sabines. E nas demais aulas de Literatura, Rainer Maria Rilke foi um dos que mais me marcou, além da Sor Juana, que recentemente ganhou uma série sobre sua vida, na Netflix. E são tantos que me marcaram de alguma forma, Lorca, Bécquer e suas golondrinas… Neruda e a mariposa que tem o nome de melancolia… Fernando e todas as suas “Pessoas”.

Entre as mulheres que me encantaram ao longo dos meus 34 anos… Hilda Hist é quem encabeça essa lista. Ela é tipo, como eu queria escrever tão “fodalhonamente” como ela escrevia! E dessa forma eu poderia ficar por dias pensando em tantos poetas e como aquele que volta de uma livraria, com a triste missão de escolher “Só um”, eu voltaria (e votaria) no Drummond.

 

Finalizo com um poema meu… que resumiria tudo isso que eu disse!

 

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