“Com 15 anos, meu primeiro namorado, não aceitou o fim do namoro. Tentou se enforcar em frente a casa dele, dizia que se eu não voltasse ele se mataria. E eu voltei. Foi a cena mais horrível da minha vida!

Mas eu ainda gostava um pouco dele, fiquei com dó. Passado uns meses, terminamos, e mais num vez terminamos. Foi aí que me envolvi com outro rapaz e esse ex me seguiu no centro, me ameaçou e disse que se me visse de novo com o carinha, mataria nós dois. Ele não aceitava o término de jeito nenhum. Foi aí que contei para meus pais. Registrei queixa na delegacia. Eu tinha 15 anos, ele 17. Meu Deus! Os pais dele foram intimados e assinaram uma liminar de que ele não poderia mais se aproximar de mim. Foram uns 6 meses de apreensão. Eu morria de medo! Meus pais me levavam e buscavam na escola todos os dias. Depois disso, ele sumiu.. Nunca mais ouvi falar. Graças ao bom Deus!”D.C.

“Eu não pintava mais a minha unha do pé de vermelho porque ele odiava, mesmo depois que terminamos. Eu tinha esquecido que um dia havia gostado de pintar dessa cor. Depois de um dois meses, quando eu estava conhecendo outra pessoa, esse alguém comentou que gostava e eu pintei… foi então que passei aquela cor de novo e AMEI! Amei tanto que postei foto. Às vezes a gente já está tão sufocada, que nem sabe mais do que gosta ou deixou de gostar.”F.T.

“Meu 1° namorado (eu tinha 15 anos), me dizia que me largaria se eu ficasse gorda. Não gostava quando eu ouvia Rock e me fez jogar fora todos os meus CDs. Eu só fui perceber que era abusivo de um ano pra cá, mais ou menos. Quando “relacionamentos abusivos” vieram à tona na pauta. Na época, eu me senti mal. Mas, como tinha/tenho autoestima baixa, achei que aquilo era necessário. Afinal, foi o primeiro menino que tinha retribuído meu sentimento.”L.L.

Você acabou de ler depoimentos de mulheres que já estiveram em um relacionamento abusivo. A maioria das vítimas nem sabe que vivem um. Muitas só se dão conta depois de muito tempo, até anos. Há quem acredite que apenas a agressão física caracteriza esse tipo de relacionamento e não é.

A informação liberta! Por isso cada vez mais especialistas em relacionamentos e comportamento humano tem contribuído para alertar homens e mulheres.

“Relação abusiva é aquela onde predomina o excesso de poder sobre o outro. É o “desejo” de controlar o parceiro, de “tê-lo para si”. Esse comportamento, geralmente, inicia-se de modo sutil e aos poucos ultrapassa os limites causando sofrimento e mal estar. É difícil definir quando um relacionamento é abusivo, porém, os principais indicativos de uma pessoa abusiva são: ciúme e possessividade exagerados; controle sob as decisões e ações do parceiro; querer isolar o parceiro até mesmo do convívio com amigos e familiares; ser violento verbalmente e/ou fisicamente; e pressionar ou obrigar o parceiro a ter relações sexuais.”, explica a psicóloga Raquel Silva Barretto.

Há uns 2 anos, uma amiga que já viveu um relacionamento abusivo encontrou um vídeo e me mandou por saber que na época eu vivia em um, mas que ainda não tinha me dado conta. Foi muito esclarecedor e por isso agora compartilho com vocês.

Mas e aí, você vive ou não em um relacionamento abusivo? Abaixo, 10 sinais que poderão lhe ajudar a responder essa pergunta.

  1. Ciúmes e possessividade – É ciumento/a de sua família, de seus amigos, e colegas de trabalho. Tenta isolar você. Um homem abusivo vê as mulheres e suas crianças como sua propriedade em vez de indivíduos únicos. Acusa você, sem razão, de traição ou de flertar com outros homens. Pergunta onde você estava e com quem estava de uma maneira acusadora.
  2. Controle – uma pessoa abusiva exige abertamente que seu tempo e você sejam o centro de sua atenção. A pessoa controla as finanças, o carro, e as atividades que praticam juntos. Torna-se raivoso/a quando você começa a mostrar sinais de independência ou força.
  3. Superioridade – a pessoa abusiva sempre está certa, tem que ganhar sempre ou estar no comando. Ela sempre justifica suas ações de modo a estar sempre “certa” para você e os outros. Um abusador/agressor irá falar de cima para baixo com você e te xingará, a fim de sentir-se melhor. O alvo dele é fazer você sentir-se fraca/o de modo que ele/ela possa ter poder. Abusadores são frequentemente inseguros e seu poder faz com que se sintam melhor a respeito de si mesmos.
  4. Manipulação – o abusador/agressor lhe diz que você é louca/o ou estúpida/o de modo que a culpa caia sobre você. Ele tenta fazer você pensar que o que ele/ela faz é sua culpa. Diz que não pode fazer nada quanto a ser abusivo de modo que você sinta a pena dele e continue tentando ajudá-lo. Mas diz aos outros que você é instável.
  5. Mudanças de humor – o seu humor muda de agressivo e abusivo para uma aparência humilde, desculpando-se e tornando-se amoroso/a depois que o abuso aconteceu.
  6. Suas ações não correspondem a suas palavras – ele/a quebra promessas, diz que ama você e depois abusa de você.
  7. Pune você – uma pessoa abusiva emocionalmente pode privar você de sexo, de intimidade emocional, ou joga um jogo silencioso como punição quando ele/ela não consegue as coisas do seu jeito.
  8. Não quer procurar ajuda – o agressor não pensa que alguma coisa está errada com ele então porque ele precisa de ajuda? Ele não reconhece suas faltas ou culpa sua infância e circunstâncias exteriores.
  9. Desrespeita as mulheres – o homem agressor demonstra falta de respeito em relação a sua mãe, irmãs, ou qualquer mulher em sua vida. Pensa que as mulheres são estúpidas e sem valor.
  10. O homem agressor muitas vezes tem uma história de abuso a mulheres, ou a animais, ou foi abusado ele mesmo – Agressores físicos repetem seu padrão e procuram pessoas que são submissas e possam ser controladas. O comportamento abusivo pode ser uma disfunção geracional e pessoas que sofreram abuso têm uma grande chance de se tornar agressores. Homens que abusam de animais são mais capazes de abusar de mulheres também.

Fonte: http://www.sosmulherefamilia.org.br/sinais-de-rela%C3%A7%C3%A3o-abusiva

Livrar-se de um relacionamento abusivo não é fácil. O primeiro passo é reconhecer que está em um e sair dele. Depois é reconstruir-se. Isso mesmo, as vítimas geralmente saem muito destruídas, sem autoestima, insegura e desacreditando em tudo e todos. Encarar outro relacionamento leva muito tempo e mais do que encontrar alguém bacana, que te cuide, é preciso estar bem consigo mesmo, com ego inflado, amor próprio a mil e autoestima láá nas alturas. Se for o caso, procure a ajuda de um especialista.

Quebre as correntes. Liberte-se! Viva por você e pra você!

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