Pronto, mais um pedaço da minha infância foi embora. Almir Guineto deixou esse mundo na tarde de sexta-feira (5), dando um tom mais triste ao samba.

 

Claro que vou lamentar aqui (ao som de Caxambu – essa versão não é a primeira, adoraria encontrar a que está no disco de 1986) uma parte da minha meninice que se foi, mas quero celebrar o quão importante essa pessoa foi – e continuará sendo – no mundo do samba.

Almir Guineto já nasceu quase dentro da quadra do Acadêmicos do Salgueiro, filho da costureira Nair Serra, a Dona Fia e Iracy Serra, seu Ioiô, fundador da escola. Viveu dedicado ao samba, sabendo tirar proveito daquele ambiente e colocando sua criatividade a seu favor. Na década de 1970, juntou-se à turma do Cacique de Ramos e, debaixo daquela inspiradora tamarineira, introduziu o banjo no pagode, dando-lhe uma afinação diferente e formas inovadoras de tocá-lo.

Unanimidade entre São Paulo e Rio, participou dos Originais do Samba junto de seu irmão Chiquinho e o Trapalhão Antônio Carlos Mussum. Compôs muitas músicas das quais todos já cantaram pelo menos uma vez, como Coisinha do Pai (aquela mesmo, que foi parar em Marte!!), Insensato Destino, Conselho, Saco Cheio… Almir foi parte principal de um grupo que fez uma revolução no samba e merece ser reconhecido como tal. Como o grande músico que foi e o grande impacto que causou na música brasileira.

Vá, mestre. Descanse em paz.
Toda a obra que Almir Guineto deixou é enorme face à lembrança ínfima da minha infância com a voz dele em discos comprados na extinta Sugared.

 

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