E aí?

A idade vem chegando e nosso metabolismo já não é mesmo, a ingestão de carboidratos  a noite passa a ser ingerida de forma moderada, os legumes fazem (ou deveriam) parte do cardápio. Pequenas dores já começam a aparecer, os ‘Dorflexs’ já são muito comuns em nossas bolsas, as recomendações médicas já fazem mais sentindo, e seguimos listas de beber tantos litros de água por dia e não esquecer de se besuntar com filtro solar. Já não há tanto fôlego para as baladas, o café forte do dia seguinte do trabalho já não é tão mais eficaz como as oito horas de sono recomendadas. As características e ritos dos nossos pais, que a tempos atrás criticávamos por ser ‘coisa de velho’, já nos fazem muito sentido nos dias de hoje.

Isso se tratando de forma biológica, a gravidade nos cobra junto com o tempo. Mas além de todas as dores e ruguinhas, nossa forma de conduzir e pensar sobre a vida também muda, nossas urgências de quando mais novos, já não são tão prioritárias. De modo bem exagerado, mas nossos dias correm tal como a velocidade da luz, vinte e quatro horas nos parece pouco, para trabalhar, estudar, ter vida pessoal (insira seu pontinho  a mais aqui ). Além da cobrança quase desumana do sistema, que nos obriga por uma pressão de medo, a comprar e viver nessa loucura, é preciso  ter uma faculdade, duas pós, falar três línguas e ser sarado, além de comprar o carro do ano e fazer no mínimo duas viagens e não esquecer de postar nas redes sociais. Esse excesso de cobranças e responsabilidades deixam nossas pequenas felicidades em segundo plano. Não estou afirmando que é ruim buscar por estas  e tantas outras coisas, o fato que quero destacar é vivermos só para isso, em uma função de existência, quase plástica. Aos poucos, percebemos que conquistamos inúmeras coisas, mais até que os nossos pais só tiveram a oportunidade de construir com o dobro da nossa idade,  além dos desejos e cobranças, gerarem expectativas que pode não ser supridas, criando uma baita frustração. Há fases, como se estivéssemos perdidos, sem entender para onde seguir, pois há muitos caminhos, ficamos presos em um mar de dúvidas, querendo abrigos em respostas prontas. Nesse momento é importante parar e refletir, isso não é só coisa de filósofo, mas acredito que todos precisamos analisar sobre nós, os dias, as pessoas e meu amigo, isso não é fácil.

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Ainda somos muito novos, mas já não somos tão jovens (que nem aquela música da Sandy dos 30 anos, haha). Qual o sentido da vida para você?

Não se cobre tanto, lembra quando éramos mais novos que havia muitos desafios sem respostas, e hoje são resolvidas de uma forma simples? Amadurecimentos. Claro, vai acontecer muita coisa ainda, muito chão, que vamos pensar: “E agora, José?” Pota que p*ariu, me ajude Mago dos Mestres (aí ele some, rs).

E aquela vontade de agarrar meio mundo? Calma. Aprenda a respeitar o seu tempo, o seu corpo e a sua mente, aprenda a dizer não, principalmente para o que te faz mal.

Não tenha receios de frustrar outras pessoas, só não viva infeliz. Entenda a preciosidade da vida, por mais turbulenta que ela possa estar, tenha significados, busque sempre fazer o melhor, mesmo que isso pareça ser tão clichê e precise ser reafirmado.

Esses dias, com pessoas especiais surgiu  este questionamento: A criança de ontem teria orgulho do adulto de hoje? Nessa apresentação de passado, presente e futuro fica a indagação, e aí? Aprenda a viver nessa loucura toda, tenha boas histórias para contar e orgulhe de si. Aprenda a viver cada momento com sabedoria, a vida passa rápido demais.

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