Uma vez eu ouvi uma médica, num tom de pouco caso, que disse que “estava” sendo professora e não “era” professora e eu me lembro como aquela simples frase, cheia de significados havia me incomodado.

Me lembrei também daquele poema “Profissão”, um dos primeiros do meu livro e que em mais de uma ocasião sobre o dia do professor já foi utilizado em escolas e por outros professores. O poema se resume em que “dentro” da profissão de professor, o mesmo desempenha vários papéis na vida das pessoas: o de advogado, de bentinho, de mocinho, de vilão, de pai, de mãe… e por aí vai…

Entre essas lembranças, também veio aquela da minha mãe, quando me dizia que a profissão de professora nunca me faltaria campo de trabalho. O que estava acontecendo justamente com a “médica” citada… que para espantar a crise, usava as horas a contra turno para lecionar em uma faculdade.

Quatro anos de licenciatura, mais alguns de especialização e no momento, sou eu quem não ESTÁ professora, pelo menos não dentro de uma sala de aula. Optei pela parte administrativa de um colégio particular, o que de certo modo, me dá mais tempo, uma vez que eu bato meu cartão ponto e retomo as atividades somente no dia seguinte.

Também trabalho como produtora cultural, isso há 11 anos, o que assim como a profissão de professora, também não é uma tarefa fácil. No último sarau que organizei, enquanto corria atrás de cabos e adaptadores nos bastidores do evento, comentei com um colega de profissão que inclusive foi meu “calouro”, que eu já havia me formado há dez anos e ele lembrou que foi o mesmo ano que entrou na faculdade, e assim enquanto eu dizia que “não sei por que que eu ainda quero me envolver a organizar eventos culturais”, (por todo estresse que acarreta) sempre dizendo que ia parar e quando as pessoas me davam feedback positivo eu via que realmente eu amava fazer aquilo e que no fim por isso ainda continuava. Ele então me comentou que com ele acontecia o mesmo, atuando na área de professor, pelo cansaço, pouca valorização dentro de sala de aula pelos alunos, governos, todo o trabalho extra de durante as noites montando as aulas ou corrigindo as centenas de provas e que todo ano ele também pensava em jogar tudo pro alto, mas quando começavam a aparecer os resultados de alunos conquistando vagas em vestibulares, agradecendo e reconhecendo, todo o esforço valia a pena.

E essa pra mim é a grande diferença de quando você É professor e tem tanto orgulho de SER. Mesmo não estando eu bato no peito e digo, SOU PROFESSORA, amo minha profissão. E ainda revivo aquela “promessa” quando fui pegar o meu canudo lilás:

“Solenemente prometo, no desempenho de minhas funções de educador, transmitir, com lealdade, integridade e honestidade, os ensinamentos humanos e científicos que façam, dos jovens a mim confiados, profissionais e cidadãos conscientes, responsáveis e inteligentes. Se criar homens eu conseguir, sentir- me-ei realizado” Assim Prometo!

Que todos aqueles que assim como eu, prometeram, tenham cada vez mais forças, mesmo com todas as adversidades que a profissão acarreta, que nunca nos esqueçamos de todo o bem que nos volta sempre. Pois a nossa profissão é algo pra se orgulhar por toda a vida!

Feliz Dia dos Professores!

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