Eu as criei, alimentei e as vi crescer.

Elas foram aumentando conforme o tempo passou.

Quando elas se tornaram maiores que eu, eu as lancei sobre você.

Grandes demais elas te sufocaram, asfixiaram.

Sem ar você clamou piedade, estendeu a mão e pediu que eu as parasse.

 

 

Assustada com a proporção que elas atingiram, tentei de todas as formas pará-las, para que você não morresse.

Com muito esforço e resistência, aos poucos fui freando-as.

Eu não sabia o monstro que eu estava criando.

Não sabia o quanto te fazia mal.

Elas eram minhas, eram meus sonhos.

As minhas vontades, meus sentimentos, objetivos.

Estava errado lançá-las sobre você.

Mas, eu fiz!

E sempre que elas não eram correspondidas, eu te culpava.

Como culpar você?

Culpar-te por algo que sequer era seu desejo,

Que se quer você sabia que deveria pensar ou fazer?

Até que seu grito por socorro, foi forte suficiente para me tirar de perto delas e enxergar.

Enxergar que elas eram minhas.

Minha responsabilidade!

Que não cabia a você fazer acontecer.

Realizar.

Que a única pessoa responsável pelas proporções que elas alcançariam, responsável pelas consequências que elas trariam, era eu mesma.

Que a encarregada das dores e sequelas trazidas por elas era eu!

No entanto, eu não era a única pessoa atingida por elas.

Tudo que elas causaram atingiu a nós dois, de formas diferentes, mas eficiente!

Minhas expectativas.

Minha responsabilidade.

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