Dezembro chegou, ou seja, para quem curte séries é o período de hiato. Aquele, onde os seriados entram de “férias” entre os feriados de final de ano dos EUA. Este período muitas vezes é uma boa desculpa para conhecer outras atrações, de preferência aquelas que não possuem muitas temporadas, pra dar tempo de ver tudo até sua série favorita voltar a passar na televisão.

Se você não sabe o motivo desse hiato, vou tentar te explicar beeem rapidinho, afinal temos um Top 5 de Seriados bacaninhas pra ver enquanto espera para saber se o menino recebeu ou não o remédio em Grey’s Anatomy. Este período de pausa na exibição dos episódios nos Estados Unidos possui alguns motivos, que vão desde uma pausa para que o espectador não fique 8 meses sem ver nada na televisão (Já que a maioria dos seriados possuem 22 episódios e começam a passar em setembro, ou seja, se fosse um temporada direta os seriados terminariam em janeiro), até mesmo pelo tempo de produção (tempo entre a produção dos roteiros, gravação de cada episódio, edições e ajustes…)

Agora que você já sabe o motivo da pausa, vamos ao que realmente interessa. Afinal nada mais legal pra um viciado em séries do que descobrir outros seriados e continuar com seu circulo vicioso e esquema para conseguir ver tudo em tempo real de exibição.

Para esse Top 5 tentei escolher seriados mais levinhos, de humor, na verdade 3 deles são comédias, os outros dois não. Acredito que escolhi os mais levinhos pois é sempre válido ter algo para se divertir ainda mais nessa época de final de ano, onde parece que todo mundo está extremamente exausto. Mas não se engane, não é porque o seriado é de comédia que não vai ter ali uma crítica bem disfarçadinha. Esse é um dos motivos mais relevantes para estas escolhas. Bora lá? Tá preparado?

1. Jane The Virgin:

Jane the Virgin é uma série de televisão transmitida pela The CW, que adaptou a  telenovela venezuelana Juana la virgen de Perla Farías.  Essa adaptação também pode ser vista como uma caricatura das telenovelas latinas, principalmente quando abusa dos clichês utilizados pelo gênero, como por exemplo a participação do narrador (que em diversas situação é responsável pelo tom cômico, e em outros “faz parte da história” com seus comentários).

A história é sobre Jane Villanueva, que quando era mais nova foi convencida pela avó de duas coisas: 1- As telenovelas são o melhor tipo de entretenimento, 2 – a virgindade deve ser protegida de qualquer forma até o casamento. Aos 23 anos ela estuda para ser professora, trabalha em um hotel em Miami e acredita de forma irreal no amor. Por sorte do destino, ou não, seu noivo Michael Cordero Jr. apoia a decisão da jovem Jane de se casar virgem. Porém a vida da protagonista vira um verdadeiro drama de novela (bem ao estilo de tudo o que ela amava ver na televisão) quando ela é acidentalmente inseminada artificialmente.

Além de tudo ser exagerado, desde a comédia,  as situações inusitadas, o dramalhão, o suspense “policial”, um dos motivos pelos quais vale a pena assistir é a relação entre as mulheres do seriado. A relação entre Jane, sua mãe e sua avó é linda… Elas se apoiam, são fortes (cada uma a sua maneira) e fazem com que o espectador se identifique com elas em algum ponto.

O roteiro é super bem escrito e tudo bem encaixadinho, é tão levinha e divertida que você consegue assistir tudo de uma vez em uma bela maratona. O problema é depois que acaba a 2ª temporada na Netiflix você se sente meio órfã. A boa notícia é que a 4ª temporada está passando nos Estados Unidos, ou seja, você pode encontrar a 3ª e 4ª para assistir online, ou caso tenha Tv a cabo Jane The Virgin passa no canal Lifetime.

 

2. The Crown:

Se você é do tipo que gosta de séries “históricas/biográficas/dramáticas” você vai se encantar com essa produção da Netflix! The Crown mostra que desde pequena Elizabeth sabia que não teria uma vida comum, afinal era filha do rei George VI. Com a morte de seu pai em 1952 ela terá que assumir o trono inglês com apenas 25 anos de idade. Dar os primeiros passos como rainha não será fácil, ela terá que aprender muito e mostrar que está pronta para ser a grande monarca que todos esperam.

Temos de tudo um pouco nessa narrativa, romances, intrigas, esquemas e todos os eventos que aconteceram após a Segunda Guerra Mundial e que sem dúvida ajudaram a moldar a vida após a metade do século 20. Esteja pronto para ver os bastidores de dois dos endereços mais famosos do mundo, o palácio de Buckingham e 10 Downing Street.

Esta produção foi um investimento arriscado e ambicioso, afinal é considerada a “série mais cara” do Netflix, sua produção custou em torno de US$100 milhões. E todo esse investimento valeu a pena, vemos na telinha uma representação incrível do Reino Unido nos anos 1950, os figurinos são maravilhosos (quem é apaixonado por moda ficará encantado), a fotografia é um espetáculo a parte e a interpretação dos atores coroam esta série.

Vemos na telinha a evolução da doce e tímida Elizabeth para a firme governante, o conflito de Philip que apesar de ter ideais modernos sente-se frustrado por ser subordinado a esposa, a princesa Margaret e a dificuldade de ficar em segundo plano e em aceitar que o dever vem antes da família, o Primeiro-Ministro Winston Churchill que parece ser um homem antiquado e que não quer sair do poder também é mostrado em diversas camadas emocionais e muitas outras divergências são apresentadas por diversas personalidades. Cada trama apresentada ao telespectador faz com que o público veja a humanidade por trás de personalidades “endeusados” pelas manchetes de jornais. É impossível não se encantar e se envolver com os personagens, uma realidade tão distante, mas que passam a ser próximas.

A boa notícia é que a segunda temporada estará disponível a partir de hoje (08/12) na Netflix! Ou seja, vai conseguir ver a primeira e segunda temporadas seguidinhas e sem perder nenhum detalhe.

3. The Good Place:

Voltando para as comédias leves e gostosas de assistir, temos The Good Place. Nesta série, logo no primeiro episódios, descobrimos que Eleanor Shellstrop está morta e foi direto para o Bom Lugar, o que deveria ser o “céu”, ou seja teria a felicidade eterna garantida e isso é claro é o destino das pessoas que fizeram o bem durante suas vidas. No Good Place todos os moradores são bons, moram nas suas casas dos sonhos e encontram suas almas gêmeas, isso tudo garantido pela eternidade. Um paraíso não é mesmo?!

Mas Eleanor percebe logo de cara que esse não deveria ser o lugar dela, ou seja, algum erro foi cometido e a pessoa que deveria estar ali foi mandada direto para o Lugar Ruim. É aí então que ela convence Chidi, sua “alma gêmea”, a lhe ensinar a ser uma boa pessoa, para que mereça ficar ali e possa esconder a verdade do arquiteto da vizinhança, Michael. Além disso existem outros moradores que vão causar diversas cenas hilárias e serão os amigos/rivais de Eleanor, como Tahani (uma filantropa egocêntrica), Jianyu (um monge) e Janet (o sistema estilo “Siri” do lugar).

Good Place parece uma comédia boba e sem pretensão, mas em suas piadas sutis, críticas, rápidas e acidas temos ali uma aula complexa de filosofia. Em cada episódios são apresentados dilemas teóricos, práticos e complexos que geram discussões que misturam a cultura pop com renomados filósofos como Kant. Aos poucos podemos também conhecer cada personagem mais a fundo, descobrindo seus problemas, da onde cada um veio e os motivos por trás de suas atitudes.

Por isso não se engane, The Good Place não é mais uma comédia idiota, superficial muito menos rasa. Você irá se divertir, dar ótimas risadas e ao mesmo tempo se pegará questionando-se sobre suas atitudes, sobre moralidade e sobre a sociedade em que vivemos. Ahh… Já ia esquecendo a série possui 2 temporadas, sendo que toda semana sai episódios inéditos na Netflix! 😉

 

4. The Fosters:

Essa foi uma das melhores descobertas dos últimos tempos (valeu muito muito muito por isso Jout Jout), é também uma das séries dessa lista que possui mais temporadas, mas te garanto que valerá a pena. The Fosters narra a história do casal Stef e Lena, que apesar de já terem um filho biológico (Bradon, que é filho do primeiro casamento de Stef), também adotaram um casal de gêmeos latinos (Jesus e Marianna) e resolvem ser o lar adotivo temporário de mais dois adolescentes (Callie e Jude). Ou seja, temos diversos assuntos considerados tabus sendo abordados da forma mais natural possível. Isso vai desde a adoção tardia de irmãos (Jesus e Marinna foram adotados com 4 anos, Jude e Callie com 13 e 16 anos), a relação dos filhos adotivos entre si, a relação das crianças com seus pais biológicos, a homossexualidade (um casal de lésbicas e a descoberta da homossexualidade ainda na infância), violência doméstica, relações sexuais durante a adolescência, aborto, dependência química e até mesmo abuso sexual. Nossa, muita coisa não é mesmo?!

Repetindo, todos esses assuntos são abordados de forma mais natural e sensível possível, Stef e Lena nunca são retratadas como casal lésbico, pelo contrário, são um casal como outro qualquer. A forma como elas criam seus filhos é inspiradora, o diálogo é sempre a melhor solução apresenta por elas. Você irá rir e choras ao mesmo tempo,é tão viciante que com certeza ao começar assistir não vai conseguir parar mais.

 

 

 

5. Umbreakable Kimmy Schimidt:

Kimmy foi sequestrada com 15 anos e passou a viver em um bunker, dessa forma ela foi “convencida” pelo reverendo que a sequestrou, que ela e suas amigas eram as únicas sobreviventes de um apocalipse que dizimou a Terra. 15 anos depois Kimmyé resgatada e descobre que tudo não passou de uma mentira. Ela com sua mochila, tênis de luzinhas, livros atrasados resolve morar em Nova York e descobrir esse mundo novo. Claro que só isso já é o suficiente para imaginar as loucuras que vão acontecer durante o seriado, mas então pense um pouco mais, não tenha medo de imaginar até onde esse seriado pode chegar, afinal ele é escrito e produzido por  Tina Fey e Robert Carlock.

As gargalhadas são garantidas pelas trapalhadas e pela inocência da protagonista, porém seus amigos também não ficam para trás. Imagina só o que acontecerá quando Kimmy vai trabalhar para uma socialite de Nova York, Jacqueline Voorhes é a ricaça que não compreende nada da vida que não seja relacionada ao dinheiro. Titus, o colega de apartamento da mocinha, é aspirante a ator da Brodway, é irônico e super egocêntrico. E não podemos esquecer de Lillian, a senhoria louca do apartamento onde Kimmy e Titus moram.

 

As piadas são ácidas, os diálogos rápidos e as situações fora do comum, tudo isso bem estruturados de forma que qualquer assunto possa ser abordado, mesmo os mais preconceituosos. Fazendo piada até mesmo de situações dos bastidores. A relação entre Kimmy e seus amigos estão prontos para tudo, nada é impossível para eles. Já para o público a diversão é garantida!

 

E aí gostou das dicas? Que tal compartilhar aqui nos comentários os seriados que você acham que são bem legais para assistir durante o período de hiato!

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